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Presidência
Sexta, 13 de setembro de 2002, 15h00 
Garotinho critica Serra por não ter gerado empregos
 
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Ao ser entrevistado, hoje de manhã, na Rádio Favela, no Complexo da Serra, zona sul de Belo Horizonte, o candidato a presidente da República, da Frente Brasil Esperança, Anthony Garotinho (PSB), procurou esquecer-se do adversário político Luiz Inácio Lula da Silva, a quem atacou na ontem em Contagem (RMBH). As críticas que fez foram voltadas para José Serra (PSDB), afirmando que ele é o candidato dos banqueiros.

Demonstrando ecumenismo, Garotinho ressaltou a importâncias de todas as igrejas que atuam na recuperação de jovens, principalmente os drogados e daqueles que estão nas prisões.

Sobre a afirmação de José Serra de que não seria possível Garotinho criar oito milhões de empregos, o candidato esclareceu que sua meta é criar dois milhões de empregos por ano. Ou seja, em quatro anos, seriam os oito milhões. "A diferença entre eu e ele é que eles estão mostrando todas as possibilidades de fazer e não fazem. Será que quer mais quatro anos para fazer o que não fez em oito? Eu estou dizendo como criar os empregos e não estou no governo", disse.

Ao responder as perguntas de ouvintes da Rádio Favela, Garotinho frisou que se R$ 80 não fazem falta para os ricos, para os pobres, que gastam 12% do salário em um botijão de gás, é significativo. Seu desejo é criar escolas técnicas, experiência que afirma ter vivido como governador do Rio de Janeiro, quando aumentou de 53 mil para 190 mil as vagas nesta área de ensino. Contou várias histórias vividas no início de seu governo no Rio, ressaltando que visitava delegacias e hospitais de madrugada.

Na oportunidade constatou que muitos jovens acabam presos e jogados em celas por coisas simples, como a de um rapaz que precisava de um aparelho de barbear para melhorar a aparência e pedir emprego. Furtou um em um supermercado e acabou preso. Com sua ajuda, o rapaz comprou outro barbeador, foi ao supermercado o devolveu e pediu desculpas. Hoje está trabalhando.

Outro ataque que Garotinho fez a José Serra se deu ao afirmar que "ele se diz o melhor ministro da saúde do mundo, mas deixa um país com dengue, tifo e malária. Foi ou não péssimo para a saúde? O que está fazendo com 0,38 da CPMF de todos os cheques?", finalizou.

O candidato prometeu, se eleito, cuidar dos menos favorecidos e dos excluídos. Ressaltou que aumentará o salário mínimo para R$ 280,00 em 2003 e para R$ 400,00 em 2004. Em seguida esteve em Betim, cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), onde fez corpo-a-corpo.

Antes de seguir para Maceió, Garotinho garantiu que volta na próxima segunda-feira a Minas, onde fará comício em BH. Perguntado como fará para aumentar o salário mínimo, o candidato prometeu reduzir os juros para que as indústrias possam gerar mais empregos e o agricultor tenha empréstimo para produzir. "Não é possível pagar salário digno se o governo federal paga 108% do que arrecada de juros", disse.
 

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