|
Sexta-feira 13, dia estigmatizado. Portas rangendo, gato preto atravessando a estrada com o rabo empinado, lua cheia, riscos de se passar por baixo da escada. Para quem acredita, azar. Para quem não acredita, amanhã será um dia comum. Para o Partidos dos Trabalhadores (PT), em Goiás, Sexta 13 é dia de sorte, de festa. E por isso vai colocar seu bloco na rua com a "Grande Caminhada 13 de Marina", com a participação de Saltimbancos, trio elétrico, escola de samba e 300 motoqueiros. Tem ainda bloco de crianças e diversas alegorias, para incentivar a campanha de Marina Sant'Anna, que disputa o governo do estado.
"Goiânia vai ficar vermelha nesta Sexta 13", acredita Sérgio Alberto Dias, coordenador do Comitê Central. "A caminhada significa que a reação de Marina já começou e o 13 com Marina e Lula e a estrela do PT são sinônimos de esperança", afirma o coordenador político da campanha, Pinheiro Salles.
A concentração para a "Caminhada 13 de Marina" será na avenida Anhangüera, em Campinas, a partir das 15h. Depois, por volta das 16h30 percorre a avenida, atravessa o centro da cidade e vai terminar na Praça Universitária, Setor Universitário, onde estará um trio elétrico, aguardando a chegada da caminhada e dos discursos da candidata Marina.
O 13, no Brasil, durante muito tempo foi estigmatizado como o número de azar. Na campanha de 1989, e até mesmo em outras ocasiões, Fernando Affonso Collor de Mello, e a extrema direita, tentaram associar o 13 ao tridente de Satanás. "Até panfletos apócrifos tentaram atemorizar o povo, principalmente os evangélicos", relembra Pinheiro Salles. "Ao longo dos anos o PT mostrou, porém, a sua seriedade, coerência e a sua firmeza de princípios", disse ele.
Não é somente na política que o 13 é um número emblemático. Em esportes, como o automobilismo, por exemplo, ele foi eliminado nos anos 50. Pilotos como Nelson Piquet ou Ayrton Senna, que individualmente venceram por três vezes o mundial de Fórmula 1, jamais o utilizaram. Mas, é tido como "excelente e de boa sorte" por Mário Lobo Zagallo, o ex-técnico da Seleção Brasileira, que foi tri no México, em 1970, e depois tetra nos EUA, em 1994.
|