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Convicto de que irá para o segundo turno com o petista Luiz Inácio Lula da Silva, Anthony Garotinho (PSB) previu, na sabatina do jornal O Globo, quais os partidos que poderiam apoiá-lo depois da eleição. "Antes de tudo, é preciso saber qual será a composição do Congresso. No segundo turno, as forças políticas irão se aglutinar, porque ser adversário não significa ser inimigo", afirmou.
Com o habitual tom de ironia, Garotinho disse que poderá ter o apoio de muitos partidos e citou Ciro Gomes como possível aliado. "Vai sobrar o PDT, o próprio Ciro com o PPS...", disse.
A ironia esteve presente em quase toda a sabatina com Garotinho. O candidato arrancou risos da platéia, quando chamou José Serra (PSDB) de extra-terrestre. "Ele nega coisas do governo dele!", afirmou, quando foi questionado sobre a proposta de Serra de tornar a educação física obrigatória nas escolas. "As propostas dele são todas para corrigir o que o governo em que ele estava não fez", criticou.
Garotinho falou da sua vida pessoal e garantiu que sua família não será negligenciada pela vida pública. "Quantas pessoas vivem juntas só na aparência? Nosso casamento tem maturidade para enfrentar isso. Mas não vamos negligenciar nossos filhos e nossa família", afirmou Garotinho, casado há 20 anos com Rosinha Oliveira, líder nas pesquisas de intenção de votos para o governo do Rio de Janeiro.
Mas não foram apenas ironia e bom humor que deram o tom da sabatina com o candidato do PSB. Falando da possível eleição da sua mulher, Garotinho perdeu a paciência com a colunista Mírima Leitão. Ela questionou se Garotinho era mesmo um "candidato para valer" ou se estava mais interessado no governo do Rio. "Eu até entendo a sua preocupação, porque você jamais participou da administração pública", disparou. O candidato disse que sua mulher, Rosinha, será uma excelente governadora, mas que ele não concorre a esse cargo.
Mas foi a sua administração enquanto governador do Rio a "arma" mais usada por Garotinho para se afirmar como um bom candidato à presidência. Falando sobre segurança pública, ele listou várias conquistas do seu governo nessa área. Entre elas, o aumento de efetivo na polícia e a expulsão de maus elementos das corporações. "Nunca prometi acabar com a violência no Rio. Mas questiono a forma como não são reconhecidas as coisas que eu fiz na segurança pública", protestou. "Tudo o que eu pude fazer, eu fiz. Se eu não fiz mais, me perdoem", disse.
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