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Uma das perguntas mais pertinentes na sabatina do jornal O Globo com Anthony Garotinho foi sobre a segurança pública. Em resposta ao comentário da colunista Tereza Cruvinel, que afirmou não ter havido êxito nessa questão no governo Garotinho no Rio de Janeiro, o candidato do PSB afirmou que "depende do que se considera êxito".
"Eu aumentei o efetivo da polícia, implementei uma corregedoria externa para que policiais não julgassem policiais, expulsei muitos homens das corporações, transformei as delegacias, que eram verdadeiros ´chiqueiros´, criei delegacias especializadas e estimulei a inteligência investigativa", declarou. Apesar de ter listado todas as suas ações em relação à segurança pública, Garotinho reconheceu que muito mais pode ser feito. "Nunca prometi acabar com a violência no Rio. Mas questiono a forma como não são reconhecidas as coisas que eu fiz nessa área."
Garotinho afirmou, ainda, que jamais houve no Rio uma programa tão extenso de combate à delinqüência, e citou políticas sociais comepnsatórias, como o cheque cidadão. Sobre o poder paralelo existente no Rio de Janeiro, comandado pelo tráfico de drogas, Anthony Garotinho disse que, para combatê-lo, "é preciso ter autoridade". O candidato lembrou que ano passado foram apreendidas 13 mil armas no Rio. "E isso cabe ao governo federal", afirmou.
Falando ainda sobre o poder paralelo comandado pelo tráfico de drogas, Garotinho aproveitou para tecer críticas à governadora Benedita da Silva (PT), candidata à reeleição. "Eu admiro a capacidade intelectual dela, mas de segurança pública, não entende nada", disparou.
O candidato do PSB insistiu que teve uma grande atuação no combate ao crime e propôs, inclusive, um desafio aos jornalistas. "Pergunte aos policiais se algum governador do Rio se reunia de 15 em 15 dias com a comissão de segurança pública. Eu me reunia com várias autoridades desse setor e cobrava relatórios. Tudo o que eu pude fazer, eu fiz. Se eu não fiz mais, me perdoem", disse Garotinho.
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