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A Polícia Federal apresentou hoje no Distrito Federal 80 carcaças e monitores de simuladores de urnas eletrônicas além de outras três urnas completas encontradas na cidade satélite de São Sebastião. As carcaças foram encontradas de manhã por funcionários do Ibama no Parque da Cidade.
O procurador regional eleitoral, Antônio Carneiro Sobrinho, informou que foi aberto inquérito para que o material passe por perícia e seja identificada a procedência dos simuladores. A Lei Eleitoral proíbe a utilização desse tipo de simulador na campanha.
As máquinas encontradas nos arredores de Brasília estavam sendo usadas para ensinar as pessoas a votar nos candidatos apoiados pelo governador Joaquim Roriz (PMDB). Na última quinta-feira, a polícia já tinha encontrada outra na cidade-satélite de Brasilândia. Junto com a urna foi apreendido material de campanha de Roriz que trazia a logomarca da campanha de Serra.
Para Antônio Carneiro, a utilização de simuladores para favorecer candidatos "é um problema gravíssimo". Mas ele garantiu não existir a possibilidade de que urnas verdadeiras possam ser trocadas por falsificadas.
Carneiro assegurou que os responsáveis não ficarão impunes. Caso seja comprovada a participação de algum candidato no delito, ele pode ter a candidatura impugnada. A pena para o crime de fabricação, fornecimento ou compra de urnas eletrônicas falsas pode chegar a três anos de reclusão. Além dos responsáveis pelo delito, a PF quer saber se as urnas apreendidas foram fabricadas em série.
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