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Os candidatos proporcionais da coligação "Muda Sergipe" estão ameaçados, pela coordenação da campanha eleitoral, de serem vetados das gravações e aparições na propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, contrariando direitos assegurados na legislação eleitoral, caso não empenhem esforços no sentido do fortalecimento da candidatura do senador José Eduardo Dutra (PT) ao governo do Estado. Foi o que revelou à imprensa, na manhã de ontem, o deputado estadual, Joaldo Barbosa (PL), durante a sessão da Assembléia Legislativa, segundo o Correio de Sergipe.
"Até os próprios candidatos proporcionais do Partido dos Trabalhadores não estão empenhados em eleger Zé Eduardo para o governo do Estado", protestou Joaldo Barbosa, abstendo-se de revelar os nomes dos petistas. Como exemplo de indisciplina dentro do arco de alianças, Joaldo Barbosa aponta um correligionário e candidato à Assembléia Legislativa. "Antônio Francisco (PL) só irá gravar a propaganda eleitoral depois que levar Zé Eduardo a Itaporanga d'Ajuda, onde tem reduto eleitoral, para apresentar como seu candidato ao governo do Estado", condicionou o parlamentar, ressaltando exigir que os companheiros de coligação cumpram o acordo firmado no período de formação da aliança, quando, segundo Joaldo, todos teriam aceito as condições da coligação. "Acho que compromissos firmados devem ser cumpridos, caso contrário, está havendo má fé por parte de alguns companheiros para com a coligação".
O parlamentar acredita que o desinteresse dos membros da coligação se deve à perspectiva, gerada dentro da coligação, de que a eleição majoritária em Sergipe se defina somente no segundo turno do pleito. "Está havendo individualismo dos candidatos proporcionais, já que quando firmamos aliança, criou-se uma facilidade da coligação eleger cerca de sete deputados estaduais". No entanto, Joaldo Barbosa adverte que o descaso verificado entre os membros da coligação para com a eleição majoritária poderá implicar prejuízos irreversíveis ao pleito.
Segundo o liberal, decidir pela punição aos candidatos foi consenso, numa reunião entre representantes do PT, PMN, PCdoB, PL e demais partidos coligados, como forma de pressionar a participação efetiva dos candidatos. "Caso algum candidato questione a decisão na Justiça, seguiremos a orientação adotada pelo Tribunal Regional Eleitoral", confirmou o deputado, admitindo a possibilidade de algum dos candidatos acione a Justiça contra a punição aplicada pela coligação.
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