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O tucano migrou do antigo PMDB
O partido do presidente da República nasceu há 14 anos como uma dissidência do PMDB. A nova Constituição do Brasil estava quase pronta, e o PMDB, herdeiro da oposição ao regime militar, andava dividido. Uma parte queria um mandato de quatro anos para o presidente José Sarney. Outra sonhava com cinco. Uma turma defendia o sistema de governo parlamentarista. Outra insistia no presidencialismo.
O grupo dissidente se organizou. De saída, reuniu 40 deputados e oito senadores. Definiu suas cores – azul, amarelo e branco – e inventou um mascote – o tucano, escolhido por ser um bicho “genuinamente brasileiro”. Em 25 de junho de 1988, foi fundado oficialmente o Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB.
Ainda com registro provisório, a sigla concorreu nas eleições municipais de 1988. Saiu-se bem especialmente em Minas Gerais: conquistou a prefeitura de Belo Horizonte e as de outros seis municípios daquele Estado.
No ano seguinte, o partido lançou candidato próprio à Presidência da República, o então senador Mário Covas, maior expressão da legenda e ex-líder da maioria na Assembléia Constituinte. O PSDB acabou em quarto lugar no primeiro turno das eleições, atrás de Fernando Collor (PRN), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Leonel Brizola (PDT), e se complicou para decidir quem iria apoiar no segundo turno.
Primeiro, houve uma reunião da executiva nacional. Depois, uma série de consultas às bancadas regionais. Por fim, o diretório nacional examinou a questão e a devolveu à executiva. O PSDB decidiu repudiar a candidatura de Fernando Collor e só em 5 de dezembro de 1989, às vésperas da votação, optou por Lula. Os tucanos chegaram a subir ao palanque do PT, mas saíram do episódio com a fama de “em cima do muro”.
Melhor sorte os tucanos tiveram nas eleições de 1990. Principalmente no Ceará. O governador Tasso Jereissati (PSDB) elegeu o sucessor, o ex-prefeito de Fortaleza Ciro Gomes, o senador Beni Veras e oito deputados federais. A bancada federal despencou de 60 para 38 cadeiras, mas as representações nas Assembléias Legislativas saltaram de 30 para 67 deputados estaduais.
Passado o impeachment de Collor, o PSDB aceitou uma série de cargos importantes no governo “conciliatório” de Itamar Franco. Fernando Henrique, que por pouco não havia assumido um ministério no governo Collor, ocupou as pastas das Relações Exteriores e da Fazenda. A performance lhe valeu a indicação como candidato à Presidência da República em 1994. O PSDB fez uma aliança com o PFL e elegeu FH e Marco Maciel no primeiro turno.
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