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Os inimigos se tornaram aliados
A coligação que apóia a reeleição do governador licenciado Antônio Britto (PMDB) foi a responsável pela aprovação de praticamente todos os projetos de lei e emendas constitucionais apresentados à Assembléia no atual governo. Em três anos e sete meses de mandato, não chegaram a 10 as propostas rejeitadas pela Assembléia. Ao colocar sob o mesmo teto PMDB, PPB, PFL, PSDB, PTB e PL, Britto conseguiu neutralizar a oposição, reduzida a 18 parlamentares (seis do PT, nove do PDT, três do PSB e um do PC do B).
A aliança começou a ser construída no primeiro turno da campanha eleitoral de 1994, com a união de PMDB, PSDB, PFL e PL em torno da candidatura de Britto. Afora o PMDB, porém, nenhum dos outros três partidos tinha peso eleitoral no Estado. Foi no segundo turno do pleito de 1994 que Britto recebeu a adesão mais importante: o então PPR (ex-PDS), antecessor do atual PPB. O sucessor da Arena – partido que deu sustentação à ditadura militar – tinha duas alternativas: ou se mantinha neutro na disputa ou subia no palaque peemedebista, passando por cima de mais de duas décadas de inimizade. O pragmatismo eleitoral falou mais alto.
A aliança entre PMDB e PPB enfrentou no primeiro ano do governo Britto resistências no Interior, principalmente entre prefeitos, mas que não chegaram a comprometer o relacionamento das duas maiores legendas do Estado. A adesão à candidatura de Britto rendeu ao PPB uma influente participação no governo e a garantia de que na eleição de 1998 caberia a eles a indicação do candidato a vice-governador – e não mais ao PSDB, como em 1994.
O último dos grandes partidos a aderir à coligação de Britto foi o PTB, que durante o governo Alceu Collares (PDT) ganhou a fama de fiel da balança em votações polêmicas. Os 10 deputados petebistas, liderados por Sérgio Zambiasi, chegaram a esboçar no início do governo algumas resistências à aprovação de determinados projetos. No início de 1997 o partido passou a integrar oficialmente o governo estadual. Britto criou uma secretaria para ser comandada especialmente pelo PTB, a da Região Metropolitana.
A coligação que agora apóia à reeleição de Antônio Britto foi acrescida de mais cinco siglas (PSL, PSC, PSD, PRP e PT do B), todas elas sem expressão. Os 11 partidos somam um tempo de 11 minutos e 16 segundos em cada bloco de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na tevê. O principal adversário na disputa pelo Piratini, Olívio Dutra (PT-PSB-PC do B-PCB), tem apenas 2 minutos 52 segundos de tempo.
Fonte: Agência RBS | |
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