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Aula de política
Frente Popular festeja 14 anos

14 anos depois da formação da aliança que ganhou o nome de Frente Popular, socialistas e comunistas estão unidos em torno da candidatura a governador do bancário aposentado Olívio Dutra (PT). Naquele ano, PT, PSB, PC do B e PCB ensaiaram uma coligação em torno de Olívio, candidato a prefeito de Porto Alegre, mas acabaram se dividindo antes do início da campanha. O PSB não aceitava que Fúlvio Petracco fosse vice e decidiu lançá-lo candidato a prefeito. O PC do B também se afastou. Olívio derrotou Antônio Britto e se elegeu prefeito com um parceiro que hoje figura entre os maiores inimigos do PT – o PSDB, fruto de uma dissidência do PMDB.

Hoje, a afinidade ideológica é tanta que raros eleitores são capazes de indicar qual é a diferença entre os vários partidos que integram a Frente Popular. Apesar dessa identificação, em 1990, quando o PT lançou Tarso Genro para concorrer ao Palácio Piratini, o PC do B se desgarrou mais uma vez e se aliou ao PDT. Ajudou a eleger Alceu Collares, mas dois anos depois estava de volta à Frente Popular, para ajudar o mesmo Tarso a conquistar o segundo mandato do PT em Porto Alegre.

Com pequenas variações, a Frente Popular tem se mantido coesa ao longo dos últimos anos. Em 1994, sete siglas integraram a aliança formada em torno de Olívio, derrotado por Antônio Britto no segundo turno da eleição – PT, PSB, PPS, PC do B, PCB, PV e PSTU.

Agora, três desses partidos estão formalmente fora do palanque de Olívio. O PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores – Unificado) ofereceu apoio informal, mas lançou candidato próprio ao Senado. O PV também decidiu caminhar com suas próprias pernas e concorre ao Palácio Piratini com Nélson Vasconcelos, que tem menos de 1% das intenções de voto nas pesquisas de opinião. Fracassaram também as tentativas de incluir na aliança o PPS, que no Rio Grande do Sul tem como líder de maior expressão o vereador Lauro Hagemann. A candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República afastou os ex-comunistas do PT e empurrou-os para a candidatura própria ao governo do Estado, com o radialista Luis Marques.

Há 10 anos, o PPS atendia pelo nome de PCB (Partido Comunista Brasileiro) e marchava unido com o PT. Em 1989, lançou o hoje senador Roberto Freire como candidato à Presidência. Convencido de que a palavra comunista estava desgastada, Freire liderou um movimento pela troca do nome do partido e transformou o PCB em Partido Popular Socialista. Um grupo resgatou a sigla e, sem jamais ter conseguido eleger um representante no Parlamento, é um dos 31 partidos com registro no Tribunal Superior Eleitoral.

Fonte: Agência RBS
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