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Freixo declara apoio a Dilma, apesar de orientação do PSOL

8 out 2014
19h23
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Deputado estadual mais votado no Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (PSOL) usou sua página no Facebook, no início da noite desta quarta-feira (8), para falar sobre seu apoio à presidenciável Dilma Rousseff (PT). O texto sobre sua posição, intitulado “O voto crítico em Dilma”, foi publicado poucas horas depois que a candidata à presidência do PSOL, Luciana Genro, informou que o partido não apoia a petista.

<p>Marcelo Freixo (PSOL) foi o 1&ordm; colocado na elei&ccedil;&atilde;o para deputado estadual no RJ</p>
Marcelo Freixo (PSOL) foi o 1º colocado na eleição para deputado estadual no RJ
Foto: Facebook / Reprodução

“A militância está livre para votar como quiser, desde que não vote em Aécio Neves. E isso não significa que estamos apoiando a candidatura da Dilma”, disse Luciana na ocasião. “Em nenhuma hipótese o PSOL ou os seus dirigentes irá dar qualquer apoio ao PSDB. Não temos nada em comum. Seria um retrocesso odioso. Sugerimos que a militância faça o mesmo”, completou ela.

Na publicação, Freixo faz muitas ressalvas ao PT, mas mantém a postura de Luciana sobre o retrocesso de um possível governo tucano. “Tenho profundas críticas aos governos do PT e, especificamente, à administração Dilma Rousseff. Apesar disso, acredito que a volta do PSDB à Presidência da República será um enorme retrocesso ao país”, escreveu o deputado, em referência ao candidato Aécio Neves (PSDB).

Luciana Genro diz que não apoiará nenhum candidato
Aécio e o projeto elitista
No texto, Freixo opina ainda que o governo do PSDB representa o triunfo de um projeto elitista, que é prejudicial aos trabalhadores, aos movimentos sociais e à política internacional.

“Um governo tucano representa o retorno de uma elite conservadora e de uma política econômica prejudicial aos trabalhadores e à população mais pobre. As gestões do PSDB sucatearam as universidades públicas, desmantelaram o Estado, deixaram o funcionalismo sem reajustes, arrocharam salários e provocaram desemprego em massa”, disse.

“A vitória de Aécio significa o triunfo de um projeto elitista, a criminalização dos movimentos sociais, a redução da maioridade penal, a privatização do sistema penitenciário e o retrocesso da política internacional. A promoção da justiça social nunca foi e nunca será uma prioridade tucana”, continuou.

Voto crítico em Dilma
Para finalizar, Freixo frisou que o avanço de políticos conservadores no Congresso Nacional foi o que o fez optar pelo voto em Dilma: “diante deste cenário e do avanço de políticos conservadores no Congresso Nacional, eu não poderia ficar indiferente. Votarei, de forma crítica, em Dilma para impedir o retorno de um projeto conservador com o qual não tenho qualquer identificação”.

“Eu e o PSOL continuaremos fazendo oposição de esquerda ao governo federal, pressionando para que a reforma agrária, a reforma política, a democratização dos meios de comunicação, a desmilitarização da PM, a descriminalização das drogas e a defesa dos direitos LGBT sejam pautados”, finalizou.

Veja abaixo o texto de Marcelo Freixo na íntegra.

O voto crítico em Dilma

Tenho profundas críticas aos governos do PT e, especificamente, à administração Dilma Rousseff. Apesar disso, acredito que a volta do PSDB à Presidência da República será um enorme retrocesso ao país.

Um governo tucano representa o retorno de uma elite conservadora e de uma política econômica prejudicial aos trabalhadores e à população mais pobre. As gestões do PSDB sucatearam as universidades públicas, desmantelaram o Estado, deixaram o funcionalismo sem reajustes, arrocharam salários e provocaram desemprego em massa.

A vitória de Aécio significa o triunfo de um projeto elitista, a criminalização dos movimentos sociais, a redução da maioridade penal, a privatização do sistema penitenciário e o retrocesso da política internacional. A promoção da justiça social nunca foi e nunca será uma prioridade tucana.

Diante deste cenário e do avanço de políticos conservadores no Congresso Nacional, eu não poderia ficar indiferente. Votarei, de forma crítica, em Dilma para impedir o retorno de um projeto conservador com o qual não tenho qualquer identificação.

Eu e o PSOL continuaremos fazendo oposição de esquerda ao governo federal, pressionando para que a reforma agrária, a reforma política, a democratização dos meios de comunicação, a desmilitarização da PM, a descriminalização das drogas e a defesa dos direitos LGBT sejam pautados.

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Fonte: Terra
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