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Luiz Inácio Lula da Silva
Antes do Planalto, Lula queria reinar nos gramados

Foto: Divulgação
No final dos anos 70, Lula tornou-se conhecido em todo o País como líder sindical no ABC paulista
 
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Lula diz que não pretendia virar o maior líder do movimento sindical brasileiro na segunda metade do século passado. Que muito menos cobiçava, nem em sonho, a cadeira de presidente. Queria ser jogador de futebol, e do Corinthians. Política? Detestou até os 22 anos.

Em 1967, teve a certeza de que ficaria longe dos gramados quando um dos seus irmãos, José Ferreira, o Frei Chico, militante do PCB, o levou para o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, no Grande ABC. Lula já era empregado em uma fábrica na Zona Sul de São Paulo. Assumiu como suplente no sindicato.

A morte da primeira mulher, a tecelã Maria de Lourdes, em 1970, grávida e vítima de hepatite, deu os argumentos que faltavam para o metalúrgico mergulhar de cabeça na militância. Conheceu a segunda mulher, Marisa, no sindicato cuja direção assumiu em 1975, com 100 mil trabalhadores sob seu comando.

Em 1978, cunharia uma frase emblemática: "Se os patrões não atenderem os trabalhadores já, com negociações, serão obrigados a atender mais tarde, Deus sabe como". No ano seguinte, estouraram as graves no ABC. Em 1980, Lula foi preso depois de uma paralisação de 41 dias e ficou 31 dias detido no Dops (Departamento de Ordem Política e Social).

Redação Terra