[an error occurred while processing this directive]
Luiz Inácio Lula da Silva
Primeiro desafio é costurar apoio no Congresso

Foto: Divulgação
O senador José Sarney (PMDB) (E) deverá ser um dos principais interlocutores não-petistas de Lula no Congresso
 
Veja também
Capa
Lula presidente
Biografia
Carreira
Fatos marcantes
Articulações políticas
Definição da equipe
Nomes fortes no PT
Os 22 anos do PT
A primeira-dama
As quatro campanhas
Programas de governo desde 1989
Fotos: 1945 a 1988
Fotos: 1989 a 2002
Fotos: a campanha
Poster de Lula
Dê os parabéns
Envie uma sugestão
Com a vitória nas mãos, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva começa uma nova campanha. O petista tem agora pela frente a tarefa de costurar alianças no Congresso Nacional e tranqüilizar os setores financeiros e industriais do País antes de tomar posse.

Depois das eleições do primeiro turno e com as conversas de alianças para a Câmara Federal, os partidos que devem apoiar Lula (PL, PC do B, PV, PDT, PPS, PSB e PMN) somam 193 deputados, faltando 64 para conseguir a maioria na Casa, composta por 513 políticos. Só o PT fez a maior bancada, com 91 deputados eleitos no dia 6 de outubro.

Lula e PT vão procurar apoio de outros partidos, principalmente do PMDB, que deve ser o fiel da balança na composição final de governabilidade do novo presidente. É o que garante o cientista político e chefe do departamento político da PUC, Fernando Luiz Abrucio. Para ele, uma das saídas de Lula será negociar com as bancadas regionais e não com partidos.

O PT também deverá procurar o PTB. Juntos, peemedebistas e petebistas somam cem deputados. "Um apoio do PTB, apesar do apoio neste segundo turno, pelo menos por enquanto é difícil", diz Abrucio. A cúpula do PMDB está rachada e deve ter parte apoiando o petista. Mas também haverá resistências dentro do partido para uma aliança, assim como aconteceu com FHC, quando os peemedebistas, mesmo sendo da base governista, tinham em seus quadros declarados opositores ao tucano.

Nos bastidores, o senador José Sarney (PMDB-AP) costura uma possível aliança para ser o presidente do Senado. O próprio PT aceitaria que o presidente das duas Casas não fosse do partido, para conseguir condições de Lula ter maioria.

Já o PSDB de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, que deixa o poder depois de oito anos de governo, está "esfacelado" depois destas eleições, segundo Abrucio. "Há uma briga interna para ver quem toma a dianteira do partido. O PSDB já está dividido internamente, e o Lula pode dividi-lo ainda mais."

Com FHC saindo temporariamente da cena política, os tucanos Geraldo Alckmin, Aécio Neves e Tasso Jereissati vão brigar nos bastidores para ter mais voz dentro do partido. Antes mesmo da votação do segundo turno, Tasso e Aécio se reuniram com Ciro Gomes (PPS) iniciando conversas para reaproximar o candidato derrotado de volta ao ninho tucano.

Quem aposta em uma parceira entre PT e PSDB é o presidente da Fiesp, Horacio Lafer Piva, que dizia (já antes do primeiro turno) ser "inevitável" a união entre os dois.

Segundo Abrucio, o PL que fez a coligação oficial com o PT, deve inchar com deputados que precisam do governo. "Os partidos de centro-direita vão perder filiados para o PL".

Redação Terra