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Lula diz que Aécio nunca trabalhou e que PSDB quer Império

23 out 2014
13h26
atualizado às 17h00
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<p>Ex-presidente voltou a chamar Aécio de filhinho de papai </p>
Ex-presidente voltou a chamar Aécio de filhinho de papai
Foto: Fernando Diniz / Terra

Em um ato público no centro comercial de Alcântara, em São Gonçalo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quinta-feira, que o candidato do PSDB à presidência, Aécio Neves (PSDB), nunca trabalhou na vida e que é “quase uma questão de honra” dos trabalhadores reeleger Dilma Rousseff (PT). Sem a presença da petista, Lula afirmou que os tucanos querem um País como no Império, quando pobres não podiam votar.

Depois de um pequeno desfile em carro aberto, Lula voltou a explorar em discurso uma fala do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) segundo a qual o PT tem mais votos entre os menos informados.

“O que ele retratou é aquilo que acontecia antes de terminar o Império, que só podia votar quem tinha uma determinada quantidade de dinheiro. Pobre não votava, índio não votava, analfabeto não votava. É esse o País que eles querem. É por isso que eles não investiam em educação”, disse Lula, para uma plateia de militantes e em meio ao comércio do bairro de Alcântara.

O ex-presidente voltou a chamar Aécio de “filhinho de papai” e a criticá-lo por ter chamado Dilma de “leviana” em um debate na TV. Para o ex-presidente, isso é comportamento de quem nunca precisou trabalhar.

“Esse comportamento é de quem nunca trabalhou, é de quem nunca precisou ganhar salário. O pai dele (o ex-deputado Aécio Cunha) era deputado por Minas, contratou ele para trabalhar no gabinete e ele veio trabalhar no Rio de Janeiro. O que tem a ver o Rio de Janeiro?”, disse Lula. “Essa grosseria é de filhinho de papai”, voltou a dizer, comentando que os tucanos ficaram “ofendidos” e foram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tirar do ar um vídeo em que usa a mesma expressão.

O ex-presidente também voltou a criticar a revista inglesa The Economist, que recomendou voto em Aécio, e disse que o povo não quer mais ser “tratado como gado”.

“Não é mais a Globo que faz o nosso voto. Não são mais os articulistas, formadores de opinião. Olhamos com os nossos olhos e não queremos ser tratados como gado. Nós somos livres”, disse.

Nota oficial do PSDB
Em resposta às declarações do petista, a Coligação Muda Brasil, liderada pelo PSDB, enviou um comunicado à imprensa na tarde desta quinta. Na nota, afirma que o ex-presidente "distribuiu ofensas gratuitas" e "se esqueceu de seu passado" ao criticar o uso da palavra "leviana" por Aécio.

Confira a íntegra abaixo:

As ofensas do ex-presidente Lula mostram seu absoluto descolamento da realidade. Além de distribuir ofensas gratuitas, o ex-presidente oportunamente esquece seu próprio passado e o de sua candidata.

Em 2006, durante debate promovido pela Rede Bandeirantes, Lula chamou o então candidato Geraldo Alckmin de leviano repetidas vezes. A palavra "leviana", que parece tanto chocar o ex-presidente, também foi utilizada por Dilma no primeiro turno contra a então candidata Marina Silva, durante entrevista coletiva.

Cada vez mais, Lula mostra que sua sede de poder não encontra limites, nem nas profundezas de sua memória. 

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Fonte: Terra
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