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Dilma Rousseff cresce na reta final e conquista a reeleição

Candidata do PT consegue driblar problemas em seu governo e conquista a maioria dos votos da população brasileira para um segundo mandato

26 out 2014
20h58
atualizado em 27/10/2014 às 14h58
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Foto: Ichiro Guerra / Divulgação

Na eleição com a disputa para o cargo de presidente em segundo turno mais acirrada desde a redemocratização do País, a presidente Dilma Rousseff (PT) se reelegeu com 51,57%, dos votos válidos, vencendo Aécio Neves (PSDB), que terminou com 48,43%. Com o resultado, o Partido dos Trabalhadores (PT) vai para o seu quarto mandato consecutivo à frente da Presidência da República.

A eleição presidencial que começou com uma tragédia, a morte do candidato Eduardo Campos (PSB) na queda de seu avião, terminou com a forte disputa entre os candidatos que seguiram para o segundo turno, explicitada por ataques agressivos de ambos os lados durante os debates presidenciais.

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A boa avaliação do governo federal pela população, apontada em pesquisas, pode ter contribuído para a candidata superar o desgaste causado pelas acusações de corrupção ocorridas na Petrobras, maior estatal do Brasil, durante o governo Lula e início do de Dilma, que vieram à tona no auge da corrida presidencial.

Dilma ganhou apostando em mostrar os avanços ocorridos nos sucessivos governos petistas, comparando-os com o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e afirmando que os eleitores arriscariam as conquistas nas áreas sociais se optassem por Aécio. O tucano não conseguiu convencer a população de que representava a mudança, explicitada nas manifestações que marcaram o País em 2013.

Dilma Rousseff
Dilma Vana Rousseff, mãe de três filhos, nasceu em 14 de dezembro de 1947, filha do búlgaro Pétar Russév e de uma mineira de quem herdou o nome. Ela passou a infância em Belo Horizonte (MG) ao lado dos dois irmãos, Igor e Zana. Em 1964, ano do golpe militar, Dilma entrou no Colégio Estadual Central. Nesta escola, iniciou a militância na Política Operária (Polop), organização de esquerda com forte presença no meio estudantil.

Em 1967, ingressou no curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais e aderiu ao Comando de Libertação Nacional (Colina) - organização de combe à ditadura. Em 1968, começou a ser perseguida em Minas e entrou para a clandestinidade. Em 1969, se tornou membro do VAR-Palmares (fruto da fusão entre Colina e VPR) e conheceu na militância aquele que se tornaria seu marido, o advogado Carlos Franklin Paixão de Araújo.

Em Belo Horizonte, a família não sabia que Dilma pertencia aos grupos considerados subversivos pelos militares. A informação surgiu quando ela foi para presídio Tiradentes, em São Paulo. De janeiro de 1970 a dezembro de 1972, passou os dias nos porões da Operação Bandeirantes (Oban) e do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), onde sofreu sessões de tortura.

Após ser solta, retomou os estudos na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Em 1975, começou a trabalhar na Fundação de Economia e Estatística (FEE), órgão do governo gaúcho. No ano seguinte, deu a luz à primeira filha, Paula Rousseff Araújo.

Na década de 1980, militou no PDT, partido que havia ajudado a fundar um ano antes. Após a Anistia, passou a trabalhar na assessoria de parlamentares do partido, até 1986, quando o então prefeito de Porto Alegre, Alceu Collares, a escolheu para ocupar o cargo de secretária da Fazenda.

Em 1993, com a eleição de Collares para o governo do Rio Grande do Sul, tornou-se Secretária de Energia, Minas e Comunicação do Rio Grande do Sul. Dilma ocupou também o mesmo cargo durante o governo de Olívio Dutra (PT), eleito em 1998, no Estado. Em 2000, filiou-se ao PT.

Nos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff foi ministra de Minas e Energia (2002 a 2005), e da Casa Civil (2005 a 2010). Em 2010, elegeu-se presidente da República com 56% dos votos, vencendo o então candidato José Serra (PSDB) no segundo turno.

Fonte: Terra
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