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Contra "muros", Jean Wyllys, do PSOL, declara apoio a Dilma

9 out 2014
12h03
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<p>Jean Wyllys, deputado federal reeleito no RJ pelo PSOL</p>
Jean Wyllys, deputado federal reeleito no RJ pelo PSOL
Foto: Facebook / Reprodução

Jean Wyllys (PSOL), deputado federal reeleito pelo Rio de Janeiro, seguiu os passos do companheiro Marcelo Freixo. Em seu perfil do Facebook, Jean também publicou, na noite desta quarta-feira, um texto em que declara apoio a Dilma Rousseff (PT) no segundo turno das eleições. A posição foi anunciada horas depois de a candidata à presidência do PSOL, Luciana Genro, informar que o partido não apoiaria ninguém

"O muro não é meu lugar, definitivamente. Nunca gostei de muros, nem dos reais nem dos imaginários ou metafóricos. Sempre preferi as pontes ou as portas e janelas abertas, reais ou imaginárias. Estas representam a comunicação e, logo, o entendimento. Mas quando, infelizmente, no lugar delas se ergue um muro, não posso tentar me equilibrar sobre ele. O certo é avaliar com discernimento e escolher o lado do muro que está mais de acordo com o que se espera da vida. O correto é tomar posição; posicionar-se mesmo que a posição tomada não seja a ideal, mas a mais próxima disso", afirma Jean no início do texto, intitulado "Carta para além do muro (ou por que Dilma agora)". 

Após elogiar Luciana, segundo ele, única candidata a assumir "compromisso claro com a defesa dos direitos humanos", parte para as considerações sobre Dilma e Aécio Neves (PSDB).

"Não vou fugir dessa escolha porque, embora tenha fortes críticas a ambos, acredito que existam diferenças importantes entre eles. A candidatura de Aécio Neves - com o provável apoio de Marina Silva (e o já declarado apoio dos fundamentalistas MAL-AFAIA e pastor Everaldo; do ultra-reacionário Levy Fidélix; da quadrilha de difamadores fascistas que tem por sobrenome Bolsonaro e do PSB dos pastores obscurantistas Eurico e Isidoro) - representa um retrocesso: conservadorismo moral, política econômica ultra-liberal, menos políticas sociais e de inclusão, mais criminalização dos movimentos sociais, mais corrupção (sim, ao contrário do que sugere parte da imprensa, o PT é um partido menos enredado em esquemas de corrupção que o PSDB) e mais repressão à dissidência política e menos direitos civis", alega.

"Por isso, avançando um pouco em relação à posição da direção nacional do PSOL, que declarou 'Nenhum voto em Aécio', eu declaro que, nesse segundo turno das eleições, eu voto em Dilma e a apóio, mesmo assegurando a vocês, desde já, que farei oposição à esquerda ao seu governo (logo, uma oposição pautada na justiça, na ética, nas minhas convicções e no republicanismo), apoiando aquilo que é coerente com as bandeiras que defendo e me opondo ao que considero contrário aos interesses da população em geral e daqueles que eu represento no Congresso, como sempre fiz", completa. 

No final do texto, Jean conta que, antes de anunciar oficialmente sua posição, entrou em contato com a presidente para fazer uma série de cobranças. Entre elas está "fazer todos os esforços que lhe cabem como presidenta para convencer sua base a criminalizar a homofobia",  "fazer todos os esforços que lhe cabem como presidenta para mobilizar sua base no Legislativo para legalizar algo que já é uma realidade jurídica: o casamento civil igualitário" e "fazer maior investimento de recursos nas políticas de prevenção e tratamento das DSTs/AIDS". 

"Dilma, após argumentar que pouco avançou na garantia de direitos humanos de minorias porque, no primeiro mandato, teve de levar em conta o equilíbrio de forças em sua base e priorizar as políticas sociais mais urgentes, garantiu que, dessa vez, vai", finalizou o deputado. 

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Fonte: Terra
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