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RS: candidato Ivo Sartori confirma apoio a Aécio Neves

No primeiro turno, o peemedebista apoiou a candidatura de Eduardo Campos e, depois, a de Marina Silva

9 out 2014
13h53
atualizado às 15h00
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O candidato do PMDB ao governo do RS, José Ivo Sartori, oficializou nesta quinta-feira seu apoio à candidatura de Aécio Neves à presidência da República.

<p>Jos&eacute; Ivo Sartori anuncia apoio ao candidato do PSDB &agrave; presid&ecirc;ncia&nbsp;durante&nbsp;ato&nbsp;com partidos de sua coliga&ccedil;&atilde;o e os apoiadores do segundo turno, em um hotel de Porto Alegre</p>
José Ivo Sartori anuncia apoio ao candidato do PSDB à presidência durante ato com partidos de sua coligação e os apoiadores do segundo turno, em um hotel de Porto Alegre
Foto: Flávia Bemfica / Especial para Terra

O anúncio foi feito durante ato que se estendeu até o final da manhã com partidos de sua coligação e os apoiadores do segundo turno, no Hotel Embaixador, no Centro de Porto Alegre. Na disputa pelo governo gaúcho, Sartori está à frente de uma coligação que reúne também PSD, PSB, PPS, PHS, PTdoB, PSL e PSDC. Na terça-feira, recebeu o apoio de PP, PSDB, SDD e PRB, siglas que, no primeiro turno, haviam apoiado a senadora Ana Amélia Lemos (PP), que ficou em terceiro lugar na disputa. Ao todo, a frente já soma 12 legendas.

Sartori justificou o apoio à Aécio dizendo que foi condição para que se tornasse candidato sua defesa da alternância de poder tanto no Estado como no Brasil.

<p>Jos&eacute; Ivo Sartori e o seu vice, Jos&eacute; Paulo Cairoli</p>
José Ivo Sartori e o seu vice, José Paulo Cairoli
Foto: Flávia Bemfica / Especial para Terra

Ele informou que conversou com o tucano ainda na segunda-feira à tarde, e que, na terça, falou também com o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), candidato à vice na chapa da presidente Dilma Rousseff (PT) à reeleição. “O Michel me disse: 'O que for melhor para vocês e o Rio Grande eu vou acatar'". 

Diante da insistência dos jornalistas em saber se Temer recebeu bem o alinhamento de sua candidatura à Aécio, Sartori desconversou: “A gente não consegue perceber isso pelo telefone. Ele já havia me ligado na segunda, para me parabenizar. Eu tinha o dever e a obrigação política de comunicá-lo da nossa decisão”, respondeu. O peemedebista justificou sua demora em anunciar o que já estava decidido na segunda dizendo que primeiro era preciso trabalhar no conjunto dos partidos.

No Rio Grande do Sul há um grupo importante de peemedebistas que permanece alinhado à candidatura Dilma/Temer. Comandado pelo deputado federal Eliseu Padilha e pelo ex-ministro Mendes Ribeiro Filho, o grupo inclui um dos federais eleitos e parte dos estaduais mas, principalmente, prefeitos e lideranças municipais, que estão em campanha pela petista.

“Vamos manter entre os dois grupos a mesma convivência respeitosa que tivemos no primeiro turno”, resumiu Sartori. No primeiro turno ele apoiou a candidatura de Eduardo Campos e, depois, a de Marina Silva.

Sartori também evitou detalhar como serão os eventos de campanha com Aécio no Rio Grande do Sul. Segundo ele, a agenda não está definida. “Deve ter pelo menos um grande evento que vamos fazer.”  Ele rejeitou ainda qualquer comparação com a forma de governar de Dilma, que é criticada pelos adversários pelas consequências de estar amparada em uma ampla coalizão de partidos.

Peemedebistas próximos de Sartori, como o senador Pedro Simon, fazem duras críticas à extensa base de Dilma, afirmando que ela propiciou um loteamento do governo. Sartori, que governou por duas vezes a prefeitura de Caxias com extensas alianças (14 partidos no segundo mandato), rebateu possíveis semelhanças. “Isso depende da forma que você governa. O que é discutível é quando você coloca todo mundo no mesmo conjunto. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.”

Aécio Neves disputará o segundo turno, no dia 26 de outubro, com a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT). 

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Fonte: Especial para Terra

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