Eleições 2012
 
 

Notícias » Eleições » Eleições

 Cobrança por campanha de Haddad é prematura, diz Marta
01 de fevereiro de 2012 13h39 atualizado às 13h41

Laryssa Borges
Direto de Brasília

Vice-presidente do Senado Federal, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) disse nesta quarta-feira que "no momento devido" estará engajada na campanha do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, para a prefeitura de São Paulo. Ela, que foi mantida como a "número 2" do Senado após reunião da bancada do PT, afirmou considerar prematura a cobrança para que atue de imediato em prol de Haddad. A senadora era pré-candidata à prefeitura, mas teve de abrir mão da disputa após um pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff.

Afirmando ser um "soldado" do PT, Marta explicou não ver problema em conciliar a vice-presidência do Senado com palanques por Fernando Haddad ou viagens a São Paulo pela campanha do petista.

"Vou participar da campanha em São Paulo. É o meu partido. O que puder fazer eu vou fazer. Por enquanto não faz diferença (minha presença) porque a campanha não começou. Quando eu fizer diferença, vou entrar na campanha, mas é uma cobrança que não é correta agora. Não tive em nenhum momento dúvida. É uma cobrança prematura de alguma coisa que eu tenho clara (participação na campanha). Dá para conciliar a vice-presidência com a campanha. Sempre fui soldado do partido em circunstâncias difíceis também. Nunca fui aguada, sempre fui do partido", disse a senadora.

O presidente nacional petista, Rui Falcão, que também participou da reunião da bancada do PT no Senado, negou que tenha havido qualquer imposição à Marta como catalisadora de votos para Haddad. "A Marta nunca colocou em dúvida sua participação em nenhuma campanha do PT e estará no momento devido ao lado do Fernando Haddad. Não há nenhuma condição, imposição ou de qualquer parte do PT nenhuma dúvida em relação à Marta", afirmou.

Durante o encontro petista, foi anunciado ainda o nome do senador Walter Pinheiro (PT-BA) como novo líder do PT no Senado em substituição a Humberto Costa (PT-PE).

Terra