Haddad agradeceu a visita do ex-presidente
Foto: José Cruz/Agência Brasil
- Diogo Alcântara
- Direto de Brasília
Recém-saído do comando do Ministério da Educação para disputar a prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad agradeceu nesta terça-feira a visita do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto - a segunda desde que deixou a Presidência -, mas negou que esteja usando a agenda federal para se promover como candidato. Haddad diz que, a partir de agora, vai se dedicar à costura de alianças e do seu projeto de governo.
"Para mim, como professor universitário, ver um metalúrgico poder servir a educação brasileira como ele serviu é um motivo de orgulho. Ele estar aqui na minha despedida é um gesto de amizade que me enche de emoção e eu valorizo muito cada minuto que eu passo com o presidente Lula discutindo Brasil, discutindo educação e até discutindo questões pessoas, porque trata-se de um amigo", disse o ex-ministro sobre a presença de Lula em sua despedida do governo.
Haddad elevou o tom à oposição, que acusa o Planalto de vir fazendo dos eventos da Presidência um palanque de campanha para a corrida eleitoral de São Paulo. "Acho que a política precisa se valorizar, inclusive quando é adversária. Eu não terei nenhum problema em valorizar a biografia, a trajetória dos meus adversários. Não vou diminuí-los para ganhar a eleição. Eu pretendo participar da eleição com aquilo que eu pude oferecer e com projetos importantes", rebateu.
O projeto do pré-candidato à prefeitura no momento é o de fazer, nas palavras do próprio Haddad, "um trabalho interno junto aos partidos da base aliada, juntos aos militantes dos partidos, simpatizantes para começar a construir o programa de governo". "O momento ainda não é um momento de campanha, é um momento de elaboração de propostas, de reflexão sobre a cidade", acrescentou.
Por enquanto, Haddad evita falar na composição da chapa e na escolha do seu vice. "Nesse momento estamos estabelecendo uma interlocução prioritária com os partidos que compõem a base aliada do governo federal. Então nós intensificamos as conversas com PR, PCdoB, PDT, PSB e até o PMDB, que já está adiantado no lançamento de candidatura própria", disse.
- Terra



Foto: Reuters
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