A propaganda da candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, veiculada no rádio na manhã desta quinta-feira (21), acusou o adversário José Serra (PSDB) de ter mudado o seu discurso "para iludir o povo de que irá seguir com o que Lula e Dilma estão fazendo". "Ele agora quer ser o rei da continuidade. Ele não diz mais que fez o genérico nem o seguro desemprego. Tudo ele diz que continuou", disse um dos personagens petistas.
"Nem as coisas do Alckmin ele levou pra frente quando entrou no governo de São Paulo. As coisas da prefeitura então, quando ele sucedeu Marta Suplicy, nem se fala", completou a locutora. As críticas ao tucano não pararam por ai: "pra ele é vida ou morte política essa eleição. E ele vai fazer de tudo, mas de tudo mesmo que puder, para poder chegar ao poder", afirmaram. Outro apresentador falou ainda sobre o recebimento de "centenas" de e-mails com denúncias de pessoas que estão recebendo gravações por telefone que "falam mal de Dilma".
Além disso, a inserção da candidata utilizou trechos de um ato político com artistas e intelectuais - que apoiam Dilma - ocorrido na última segunda-feira (18) no Rio e Janeiro. Falas dos atores Paulo Beth e Osmar Prado, do compositor Chico Buarque, das cantoras Margareth Menezes, Alcione e Beth Carvalho, do cartunista Ziraldo, dos cantores Alceu Valença e Otto e do escritor Fernando Morais foram usadas.
Em determinado momento do evento, Dilma falou sobre o "risco de Serra privatizar a Petrobras e o Pré-Sal" e defendeu a exportação do petróleo extraído "para garantir que haja riqueza suficiente no Brasil". A petista encerrou seu discurso dizendo que irá "honrar as milhões de mulheres desse País", caso seja eleita presidente da República.
Já o programa de José Serra afirmou que ele será o presidente da paz e da união. "É um candidato que governa acima dos partidos, que une as pessoas", disse um dos locutores. As propostas e as ações já realizadas pelo tucano para os trabalhadores tomaram a maior parte da propaganda, como a criação do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Além disso, Serra prometeu mais crédito aos agricultores e o fortalecimento do Pronaf (Programa Nacional da Agricultura Familiar). "Inclusive vamos levar a juro zero os financiamentos até R$ 20 mil", afirmou.
A questão do meio ambiente, pouco debatida por Serra no horário eleitoral durante toda a campanha, apareceu nesta inserção relacionada às melhorias em infraestrutura. "Investir em ferrovias, em hidrovias, melhorar as estradas e os portos para facilitar e baratear o transporte de alimento. E o mais importante de tudo: nós temos que fazer essas coisas com respeito ao meio ambiente e num clima de paz, sem violência, sem invasões, paz no campo", afirmou.
O tucano aproveitou seu espaço para lembrar os escândalos ocorridos durante o governo Lula. "O Brasil que eu tenho sentido nas ruas, que está renascendo cada dia com mais verdade e mais amor no coração, é um País cada vez mais longe do mensalão, cada vez mais longe do governo de amigos, de filhos e parentes. Os brasileiros querem um presidente leal e verdadeiro, um presidente que administre para todos, com seriedade. Sem escândalos, sobra mais dinheiro", afirmou.
O programa foi encerrado com depoimentos do ex-presidente Itamar Franco, do governador eleito em Minas Gerais, Antonio Anastasia, e do senador Aécio Neves. "Venham conosco, um grande abraço e até a vitória de José Serra, presidente do Brasil e dos mineiros", finalizou.
- Redação Terra






