Dilma Rousseff e Aloizio Mercadante caminharam em meio ao tumulto no centro comercial de Guarulhos
Foto: Fernando Borges/Terra
- Claudio Leal
- Filippo Cecilio
Em coletiva na tarde desta quarta-feira (20), em Ferraz de Vasconcelos, São Paulo, a candidata petista à presidência da República, Dilma Rousseff repudiou "atos de violência" contra seu adversário José Serra (PSDB), que foi alvejado em uma pancadaria no Rio de Janeiro. "Repudio, lamento e sou contra. Tenho demonstrado isso sistematicamente, quero deixar claro que essa campanha, da minha parte, sempre se recusou a qualquer ato de violência. O PT repudia atos de violência", afirmou Dilma.
Depois de condenar o episódio, ela fez um apelo à militância para não aceitar provocações. Pedindo apuração policial ela completou: "eu acho fundamental porque a campanha é um momento de festa democrática. Não somos um povo triste e recolhido".
Na conversa com jornalistas, Dilma comentou ainda as notícias sobre o inquérito da Polícia Federal (PF) que vincularia sua equipe de pré campanha à montagem de um dossiê contra a cúpula do PSDB. "Esse sigilo fiscal como a PF diz foi quebrado entre setembro e outubro quando não existia campanha nem pré campanha", disse.
Em seguida, a candidata destacou que o jornalista Amaury Ribeiro Jr. "trabalhava no Estado de Minas". "O próprio jornalista, segundo vi na internet, declarou que fez um trabalho sobre um conflito entre os dois candidatos à presidência dos tucanos, ele diz isso e isso a PF expressa. Esconder é tentar colocar algo que a minha campanha vem negando desde o início", afirmou. Ela não quis vincular o dossiê ao ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB). "Isso é uma baixaria".
Segundo a petista "não é possível, em outubro dar um salto mortal e cair março", avaliou referindo-se a época da quebra do sigilo fiscal na receita.
Caminhada em Guarulhos
Antes da coletiva em Ferraz de Vasconcelos, a petista fez uma breve caminhada no calçadão de Guarulhos, na Grande São Paulo. O local, principal centro de comércio popular do município, estava tomado por militantes petistas.
Por conta do grande volume de pessoas e da grande quantidade de profissionais da imprensa, que se acotovelavam para conseguir um melhor registro da candidata, o trajeto foi tumultuado. Dilma estava acompanhada de Marta Suplicy, senadora recém eleita pelo PT de São Paulo, Aloizio Mercadante, candidato petista derrotado ao governo, e José Eduardo Cardozo, um dos coordenadores de sua campanha e que, no meio do empurra empurra, quase perdeu a van que levou a equipe petista embora.
Conforme a assessoria da candidata havia informado, Dilma não falou com a imprensa. Apesar do tumulto, a presidenciável seguiu o roteiro previsto pela sua campanha e não deu entrevista.




















