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 TSE concede a Serra primeiro direito de resposta do 2º turno
19 de outubro de 2010 21h42 atualizado em 20 de outubro de 2010 às 13h06

Serra ganha direito de resposta no programa de Dilma

Claudia Andrade
Direto de Brasília

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu nesta terça-feira (19) direito de resposta ao presidenciável tucano José Serra no programa de sua adversária petista Dilma Rousseff. Essa foi a primeira decisão do Tribunal favorável a uma solicitação de direito de resposta dos candidatos à presidência da República neste segundo turno da campanha eleitoral.

A reclamação da coligação de Serra era voltada a uma propaganda em que seus adversários o acusavam de participar das privatizações de 31 empresas durante a gestão tucana em São Paulo e coordenar a privatização da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Os ministros entenderam que o candidato não coordenou a privatização da CSN, ocorrida em 1993, antes de ser nomeado ministro do Planejamento (o que ocorreu em 1995). Também acolheram a alegação da representação de que foram nove privatizações e não 31, não contestada pela defesa.

A coligação tucana terá um minuto para a resposta. Outras três representações pedindo direito de resposta no horário da candidata petista foram rejeitadas pelo TSE. Uma delas referia-se a propaganda de Dilma Rousseff mostrando filas em postos de saúde de São Paulo.

Caixa dois
A coligação de Serra aguarda ainda o julgamento pelo TSE de pedido de resposta contra propaganda de Dilma Rousseff que faz referência à reportagem sobre o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza.

Em reportagem da revista Isto É, Paulo Preto, como é conhecido, foi acusado de desviar R$ 4 milhões de um suposto caixa dois da campanha tucana. A representação menciona ainda que a inserção citou que Serra disse não conhecer o acusado, para depois dizer que o conhecia e defender sua inocência.

Segundo a coligação, Serra negou conhecer Paulo Preto "pela simples razão de que desconhecia o preconceituoso apelido pespegado ao sr. Paulo Vieira de Souza, pela razão de ser afro-descendente" e, após ter sido esclarecido, José Serra reconheceu ter informações sobre quem era a pessoa mas negou ter conhecimento de desvio de dinheiro. "A propaganda faz uma construção maldosa e distorcida de fatos e reportagens", diz a representação.

Nesta terça-feira, os líderes do governo e do PT na Câmara dos Deputados protocolaram na Procuradoria Geral da República pedido de investigação de Paulo Preto e José Serra, por conta das denúncias.

Redação Terra