Eleições 2010

Fale conosco
 
 

Notícias » Eleições » Eleições 2010 » Eleições 2010

 Serra diz que soube "muito depois" sobre filha de Paulo Preto
19 de outubro de 2010 20h48 atualizado às 21h22

Em entrevista ao Jornal Nacional nesta terça-feira (19), o candidato do PSDB à Presidência foi questionado a respeito do ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, sobre os temas religiosos introduzidos na campanha, o aborto e suas propostas para o salário mínimo, aposentadoria e Bolsa-Família. Questionado pelos apresentadores, o tucano alegou só ter sabido "muito tempo depois" que a filha de Paulo "Preto", Tatiana Arana Souza Cremonini, havia sido contratada pelo Palácio dos Bandeirantes.

"Essa menina foi contratada, eu não a conhecia, não foi diretamente por mim, para trabalhar no cerimonial que faz recepções, que cuida de solenidades e tudo mais, entre muitas outras. Tinha um currículo, sabia dois idiomas, ou sabe dois idiomas, sempre trabalhou corretamente. Inclusive eu só vim a saber que era filha de um diretor de uma empresa muito tempo depois", afirmou o tucano.

Serra foi questionado se em seu governo também não teria havido nepotismo. A dupla de entrevistadores globais, Fátima Bernardes e William Borner, se referiu ao caso que envolveu a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, que abrigou familiares na pasta. "Ela (a filha de Paulo Vieira Souza) não está em nenhum cargo, nunca teve nenhuma acusação, nem nenhum cargo que tome decisões, faça lobby, pegue dinheiro, como no caso dos filhos da Erenice", justificou Serra.

Segundo a edição do domingo (17) do jornal Folha de S. Paulo, Serra nomeou a filha do ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, o Paulo "Preto", em seu primeiro mês à frente do governo paulista, em 2007. Segundo a reportagem, Tatiana Cremonini, filha de Paulo Preto, foi contratada como assistente técnica de gabinete, com salário de R$ 4.595, com gratificações.

Religião Serra voltou a negar que seu partido tenha levado temas religiosos para a campanha. "Sempre visitei igrejas cristãs e evangélicas", disse o tucano, enfatizando que sua adversária, Dilma Rousseff, teria forjado um vínculo com a religiosidade. "A candidata passou a frequentar igrejas, coisas que ela não fazia". O tucano voltou a afirmar que o tema aborto foi levantado para, segundo ele, mostrar a mudança de discurso da petista, que, em sabatina, há quase dois anos disse ser favorável à legalização do aborto.

Propostas
Serra foi questionado ainda sobre a viabilidade de suas propostas de elevar o salário mínimo para R$600, reajustar em 10% a aposentadoria e dar o 13º do Bolsa Família. O tucano respondeu que isto custaria 1% do orçamento e garantiu ser viável com o corte de gastos e redirecionamento de investimentos. "Desenvolveram subsídios a investimentos que algumas vezes não são rentáveis", afirmou, para depois ressaltar que há "muito desperdício".

Redação Terra