- Ed Ruas
- Direto do Recife
O comitê de Combate à Corrupção Eleitoral de Pernambuco encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), nesta terça-feira (21), uma representação contra o candidato a deputado federal Edmar de Oliveira (PHS) por "apologia à pena de morte e violência".
A entidade composta pela OAB-PE, Arquidiocese de Olinda e Recife e Universidade Católica (Unicap) pede a retirada imediata das peças publicitárias do postulante. Defensor da pena de morte, Oliveira usa entre seus materiais de campanha uma paródia da música Tropa de Elite. "Edmar de Oliveira osso duro de roer, estuprou e matou, também vai ter que morrer". Já o slogan de campanha é: "bandido bom é bandido morto".
Edmar de Oliveira, que é vereador do Recife e bacharel em Direito, em seu material gráfico e de internet utiliza o caso de Bruno, ex-goleiro do Flamengo, acusado de assassinar a ex-namorada, Eliza Samúdio. A peça traz a seguinte frase: "torturou, matou, esquartejou e deu para os cães comerem".
O presidente da OAB-PE, Henrique Mariano diz que a atitude do candidato è uma "afronta", pois a Constituição, no seu artigo 5º impede a instituição da pena de morte no País. "estamos cumprindo com a nossa obrigação institucional de nos posicionarmos contra a campanha deste candidato que desrespeita todos os princípios pelos quais devemos zelar", declarou Mariano.
Edmar de Oliveira declarou que se sente "pressionado, massacrado e pisoteado" por ser o "único que tem coragem de enfrentar os bandidos".
"A população tem demonstrado que está do lado das minhas ideias. Esses órgãos são acostumados a viver de soltar bandido. É uma pressão antidemocrática e alguns políticos são hipócritas (contrários à campanha). Deixa o povo escolher. Não estou mandando matar ninguém. Nós queremos defender os inocentes e penalizar o bandido. Quem defende os direitos humanos do pai de família?", argumentou o candidato.
Não é a primeira vez que a candidatura de Edmar de Oliveira sofre intervenção de grupos de defesa de Direitos Humanos. O Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social (Cendhec) solicitou a intervenção do Ministéro Público no caso, mas o órgão entendeu que o candidato e o cidadão tem direito a livre expressão de ideias. O TRE-PE ainda irá avaliar a representação para se posicionar sobre o caso.
- Especial para Terra




