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 GO: Marconi se diz preocupado com "tsunami vermelho" no País
13 de setembro de 2010 16h27

Mirelle Irene
Direto de Goiânia

Durante reunião com membros da Associação dos Jovens Empresários de Goiás nesta segunda-feira (13), o senador Marconi Perillo (PSDB), candidato ao governo de Goiás se mostrou preocupado com a "onda vermelha" que avança sobre o país.

"Há um tsunami vermelho chegando a todas as partes do Brasil", acredita. "Começo a ter a sensação de que o País vai passar por um processo de mexicanização, ou venezuelização", acrescentou. Para Marconi, a estratégia do governo federal - que chamou de poder central - é aniquilar as lideranças de oposição. "É varrer do mapa estas lideranças, derrotando os principais senadores e deputados que fazem oposição ao governo federal, e tomar conta deste país, como se fosse um partido único", acusou.

"Todos os adversários que estão no meio do caminho de quem quer transformar o Brasil no México são agredidos pelo presidente da República que vai aos estados para agredi-los", reclamou, citando os senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM), Agripino Maia (DEM-RN), e os colegas de Goiás, Demóstenes Torres (DEM) e Lúcia Vânia (PSDB), como "vítimas".

Marconi lembrou que na Venezuela a imprensa foi aniquilada. "Quem não fala a linguagem do governo, tem o jornal fechado", citou o tucano. "Mais do que isso, o esbulho que houve em relação a iniciativa privada é uma coisa seríssima: empresa que não fala a língua do governo fecha. O Brasil não pode partir para um caminho destes, é um caminho sem volta", advertiu, sobre o que considera uma perspectiva real de enfraquecimento da democracia.

Marconi, que é vice-presidente do Senado, disse que a oposição ainda resiste "bravamente" na Casa. "Somos 28 senadores, e resistimos", afirmou. Para o tucano a estratégia do PT de Lula é elegerem a maioria no Senado este ano. "Já vão eleger a maioria da Câmara. Mesmo que não elejam, dezenas (de futuros parlamentares) são cooptáveis", assinala. O senador ainda lembrou que o atual governo já nomeou também nove ministros para o STF.

Segundo Marconi, muitos empresários têm expressado a ele temor em relação ao futuro. "Vários já me procuraram dizendo que querem ajudar a eleger senadores para a resistência", informou. "Espero que o Serra ainda reaja, para termos pelo menos segundo turno", desabafou o senador goiano. "Mas é muito grave o que está acontecendo hoje", lamentou.

Marconi insinuou também que o Planalto tem restrições a ele porque sua conduta é por não mudar de lado. "Tenho coerência, aprendi a ser coerente com o velho MDB, o autêntico", recordou, sobre seu primeiro partido, antes de ser do PSDB. "Por isto às vezes sou criticado, e agredido", acredita.

Especial para Terra