A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (PRE-RJ) está investigando desvios de remédios comprados por prefeituras para centros sociais mantidos por políticos com fins eleitoreiros. Pelo menos dois casos de desvios já foram constatados. Medicamentos vendidos por empresas farmacêuticas à uma prefeitura do Paraná e outra da Baixada Fluminense foram encontrados em centros sociais de políticos fechados recentemente por fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Os municípios ainda estão sendo mantidos em sigilo.
A procuradora regional eleitoral, Silvana Batini, já notificou todos os laboratórios produtores dos medicamentos apreendidos pela fiscalização do TRE, solicitando informações sobre o destino dos lotes de remédios. Ela disse que ainda está cruzando os dados. Além de prefeituras, tradicionais redes de farmácia também aparecem como compradoras dos medicamentos encontrados em centros sociais. Grande parte dos remédios eram de amostras grátis e estavam com prazos de validades vencidos.
Segundo a procuradora, as irregularidades, além de crime eleitoral também podem envolver improbidade administrativa.
Ações contra três
Nos últimos dias, Batini entrou com ações contra três políticos mantenedores de centros sociais, por abuso de poder econômico na campanha: Daniella Santos (PMDB) e Dionísio Lins (PP), candidatos a deputado estadual, e Jefferson Dias (PDT), a federal. Se as ações forem acatadas, os acusados podem ter as candidaturas impugnadas.
As ações na Justiça Eleitoral são o primeiro passo da ação da PRE. A procuradora vai encaminhar os casos à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, para que os envolvidos sejam investigados na área criminal.

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