Em São José do RIo Preto, José Serra aproveitou para visitar o mercado municipal da cidade do interior de São Paulo
Foto: Cacalos Garrastazu / ObritoNews/Divulgação
- Chico Siqueira
- Direto de São José do Rio Preto
O candidato à presidência da República pelo PSDB, José Serra, disse nesta quinta-feira (9), em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, que sua adversária, Dilma Rousseff (PT), "terceiriza" a defesa no caso das quebras de sigilos. Para o tucano, Dilma deveria vir a público dar explicações.
"Foi mais um ato de violência (a quebra de sigilo de seu genro). É a candidata do partido que está promovendo esses atentados contra a democracia, ao invés de vir a público dar explicações, terceiriza, fica à sombra do presidente da República, do presidente de seu partido, que vêm a público, por um lado, debochar, e por outro, acusar as vítimas. É fenomenal", afirmou Serra.
De acordo com Serra, a situação leva à inversão de valores, mas se trata de uma estratégia do PT. "A pessoa sofre um crime e passa a ser culpada por esse crime", disse. "Essa é a estratégia petista de fazer campanha. Já usaram isso no mensalão, no dossiê dos aloprados", completou. "E a Dilma se esconde agora na sombra do Presidente da República, que apresenta esses argumentos publicamente", afirmou.
Serra disse que a estratégia serve para prejudicar sua campanha, mas que sua filha e seu genro, são pessoas comuns sem ligação com política ou negócios com o Governo. "É um casal que trabalha duro, não tem nada a ver com política, cria três crianças pequenas, trabalha duro, nunca teve negócio com o Governo, não mereciam ser desrespeitados assim", declarou. "O problema não é só meu, da minha família, que por certo ficou indignado, mas é um problema do povo brasileiro. Cadê as garantias da democracia?", indagou o tucano.
Para Serra, Dilma não comparece aos debates porque tem problemas para explicar suas posições. "Ela tem dificuldades para explicar o que pensa, explicitar suas posições; ora fala uma coisa, ora fala outra. Ela pega seu passado e não mostra, tranca num cofre parte do seu passado", afirmou ressaltando que seu perfil é o oposto. "Aquilo que fiz na minha vida é sabido por todos. É um livro aberto, não tenho que ficar explicando o meu passado. As pessoas sabem as coisas que fiz, não é preciso que ninguém invente as coisas que fiz ou escondam erros meus".
Serra também visitou as instalações do Poupatempo de Rio Preto, mas teve de deixar de fora seu companheiro e candidato ao Governo de São Paulo, Geraldo Alckmin. Serra entrou no prédio às 17 horas, quando as portas estavam sendo fechadas. Alckmin, que o acompanhava, não conseguiu e foi barrado. No entanto, a aglomeração de cabos eleitorais fez com muitos usuários do serviço fossem obrigados a ficar de fora.
- Especial para Terra








