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 Caso Verônica: Atella vai entrar com pedido de habeas corpus
09 de setembro de 2010 18h32 atualizado às 19h15

Caso sigilo: termo de declaração do depoente, Ademir Estevam Cabral, na Delegacia Seccional de Santo André. Foto: Marcela Rocha/Terra Magazine

Caso sigilo: termo de declaração do depoente, Ademir Estevam Cabral, na Delegacia Seccional de Santo André
Foto: Marcela Rocha/Terra Magazine

Filippo Cecilio
Marcela Rocha
Direto de São Paulo

O contador Antônio Carlos Atella Ferreira vai entrar com um pedido de habeas corpus por conflito de competência porque a Polícia Federal e a Polícia Civil estão investigando o mesmo caso. Segundo o advogado de Atella, Alexandre Trindade, o seu cliente não pôde depor nesta quinta-feira (9) à Polícia Civil paulistana porque estava estressado e muito abalado com os últimos acontecimentos. Ele garantiu que "não há temor algum" e assegurou que seu cliente "comparecerá nesta sexta-feira na delegacia seccional de Santo André para depor e na Polícia Federal também".

Nesta quinta-feira, o office-boy Ademir Estevam Cabral prestou depoimento à Polícia Civil e contradisse o depoimento de Atella à Polícia Federal. Cabral assegurou nunca ter visto a falsa procuração que motivou a quebra do sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do presidenciável tucano José Serra, e disse que era ele quem recebia serviços por encomenda de Atella, e não o inverso, como o contador disse em depoimento à PF.

O delegado que investiga o caso, José Emilio Pescarmona, disse não acreditar que algum juiz vá aceitar esse pedido de habeas corpus, porque as competências investigadas pelas polícias são diferentes. Ele explicou que o inquérito da Polícia Federal investiga o vazamento de informações na Receita, enquanto a Polícia Civil está debruçada sobre os crimes comuns cometidos no caso, enquadrados nos artigos 229 (falsidade ideológica) e 296 (falsidade material) do Código Penal.

Redação Terra