O presidente Lula e a candidata à presidência, Dilma Rousseff (PT) participaram de comício em Betim (MG)
Foto: Alexandre C. Mota / Aldeia/Divulgação
- Juliana Prado
- Direto de Betim
Algumas coisas escaparam ao roteiro do comício da candidata do PT, DIlma Rousseff, em Betim (MG), nesta quarta-feira (8). Os participantes tinham um script político para seguir. Mas houve momentos curiosos, no palco e na platéia.
Haja mineiridade:
Virou regra. Toda passagem de Dilma por Minas Gerais é assim. Quem é mineiro ostenta a certidão, quem não é, saca o xerox mesmo. Chegou a vez de Lula ser alçado à condição de conterrâneo de JK. No comício, disse que tem direito ao título, afinal, tomou água do Rio São Francisco, "que nasce no Estado". Dilma abusou: "O Lula é mineiro de coração e de eleição".
Correndo a sacolinha:
O quiosque da Dilma não falha. Em Betim, antes do comício com o presidente Lula, lá estava montada a banca de arrecadação de campanha. Quaisquer 13 reais eram benvindos. "Pra ganhar tem que arrecadar 'din din', gente", bradava o empolgado locutor do evento. Para isso, esclarecia, bastava ter em mãos cartão de débito ou de crédito. Ah, valia doação pela internet.
Estranho no ninho:
Chamava atenção entre o aparato do comício o material de campanha do candidato a deputado federal pelo PDT, Sérgio Miranda. É que por lá, por questões óbvias, dominavam as cores de PMDB e PT. Em Minas, PDT é Antonio Anastasia e Aécio Neves. O comício era de Hélio Costa. Noves fora zero, pelo menos na disputa nacional os pedetistas estão com Dilma.
Ops!
Surpreenderam as duras críticas que o presidente Lula fez ao senador do DEM, Eliseu Resende, que, segundo ele, prejudicou o país ao ajudar a derrotar a CPMF da Saúde. Surpreendeu também a confusão: antes de alfinetar o Democrata, Lula começou a frase: "A gente tem que pensar quem que nós ganhamos no Senado: o Eliseu Padilha..." Percebendo o erro, se dirigiu ao seu ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, que estava no palanque: "me desculpe, Alexandre, me desculpe".
Errata:
Ao contrário do que foi dito pelo candidato à Presidência Plínio de Arruda Sampaio na noite desta quarta-feira (8) no debate do Estadão-Gazeta, Dilma não foi ver o Pato Fu de novo. Ausente ao confronto, ela estava, é certo, em Minas Gerais, onde foi pagar promessa feita ao candidato a vice-governador Patrus Ananias, de dar uma força na campanha de Hélio Costa ao governo. Não. A banda mineira não apareceu por lá.
- Especial para Terra




