O candidato ao governo de São Paulo pelo PP, Celso Russomanno, disse, em entrevista à Rádio CBN nesta quinta-feira (9), que não está negociando apoios para um possível segundo turno, caso ele não esteja na disputa, e ressaltou estar focado em sua candidatura. De acordo com o jornalista Milton Jung, Russomanno teria sido procurado pela presidenciável Dilma Rousseff (PT) para que ajudasse a levar a disputa paulista para outro turno. O candidato afirmou que tem conversado com os adversários, mas negou acordos.
"Não, não teve isso. Já conversei com os dois lados, mas por enquanto estou fazendo a minha campanha, eu tenho um compromisso com São Paulo. Se no segundo turno tiver de apoiar alguém, vou declarar, claro", afirmou, ressaltando que não recebeu nenhum convite de outros partidos para fazer parte de outra legenda. "Eu sempre tive um bom relacionamento com todos. Inclusive, o (Geraldo) Alckmin é meu amigo pessoal, foi padrinho do meu casamento", completou, referindo-se ao candidato ao governo pelo PSDB.
Russomanno disse, ainda, que acredita em uma virada que possa levá-lo ao segundo turno das eleições. O candidato apresenta uma média de 10 pontos nas pesquisas de intenção de voto, o que o deixa em terceiro lugar. "Sem dúvidas, acho que temos condições de chegar ao segundo turno".
Sobre suas propostas de governo, o candidato do PP ressaltou a importância de colocar policiamento nas escolas, melhorar o transporte público para quem mora na região do ABCD e Guarulhos - com a construção de metrôs nesses locais - e defendeu a equiparação do salário dos policias com o que é pago em Brasília.
Quando questionado sobre o motivo pelo qual ele não está cadastrado no site da Ficha Limpa, Russomanno disse: "eu vou entrar em contato com o site e registrar, não tenho nenhum problema com isso".
- Redação Terra




