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 Quebra sigilo: Serra diz que Mantega deve dar explicações
09 de setembro de 2010 01h38 atualizado às 01h48

Serra afirmou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deveria ir ao Congresso para dar explicações sobre os casos de quebra de sigilo fiscal . Foto: Fernando Boreges/Terra

Serra afirmou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deveria ir ao Congresso para dar explicações sobre os casos de quebra de sigilo fiscal
Foto: Fernando Boreges/Terra

Marcela Rocha
Direto de São Paulo

O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, afirmou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deveria ir ao Congresso para dar explicações sobre os casos de quebra de sigilo fiscal da filha do tucano, Verônica Serra, e de mais quatro membros do PSDB, incluindo o vice-presidente do partido, Eduardo Jorge.

"O governo federal deveria demitir imediatamente o secretário da Receita (Otacílio Cartaxo). O ministro da Fazenda (Guido Mantega) deveria ir ao Congresso Nacional dar explicações e a candidata Dilma, pedir desculpas por ter gente de sua campanha envolvida. Da mesma maneira, o presidente Lula deveria pedir desculpas por debochar daqueles cujo a privacidade foi invadida criminosamente", afirmou Serra após o debate Estadão/Gazeta realizado na noite desta quarta-feira (8).

Entenda o caso
O caso veio à tona por meio de uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, publicada na noite de terça-feira (31), apontando que documentos da investigação da Corregedoria da Receita Federal revelaram o acesso aos dados fiscais da empresária Verônica Serra.

Além de Verônica, tiveram o sigilo fiscal quebrado os tucanos Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio e Gregório Preciado, pela Delegacia da Receita do município de Mauá (SP). Eduardo Jorge ainda teve o sigilo fiscal violado pela Receita, na cidade de Formiga (MG).

Terra Magazine
  1. O debate Estadão/Gazeta e conta com a participação dos candidatos à presidência Marina Silva (PV), Plínio de Arruda (Psol) e José Serra (PSDB)

    Foto: Fernando Borges/Terra

  2. Em debate mais uma vez sem novidades, candidatos se limitaram às repetições

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  3. Ao chegar ao debate do Estadão/Gazeta, Plínio disse que ausência de Dilma demonstra prepotência e arrogância

    Foto: Fernando Boreges/Terra

  4. Marina disse que, se eleita, daria prioridade aos cidadãos e pediu punição para os responsáveis pela quebra de sigilo

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  5. Serra ressaltou a importância do debate: ¿vamos ver quem vem e quem não vem.
    Esse é um debate muito importante para o Brasil, para apresentar as ideias dos candidatos¿



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  6. Plínio disse que Dilma estava "nervosa pra burro" no debate em que compareceu

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  7. O candidato tucano afirmou que "o governo federal deve comprar essa luta" da segurança pública e que isso não deve ficar por conta dos Estados

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  8. Marina criticou os investimentos dos governos no setor. "O investimento em saneamento básico tanto nesse governo, quanto no passado, foi ínfimo. Uma vergonha"

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  9. Plínio criticou a ausência de Dilma no debate: "é uma falta de respeito com o povo brasileiro"

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  10. A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, não compareceu ao debate desta quarta-feira (8)

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  11. Serra criticou várias vezes Dilma. "Ela terceiriza até o debate de campanha, é o presidente do partido e da República quem falam por ela"

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  12. Serra afirmou que o governo cria o clima propício para os vazamentos. "Cria o clima do Deus morreu: cada um faz o que quer"

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  13. Uma pausa para beber água, após muitas "tiradas" durante o debate. Plínio foi, mais uma vez, destaque em um confronto direto com oponentes

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  14. Plínio disse que a educação deve ser toda pública. "O que resolve é 10% do PIB na educação pública de ponta a ponta. Educação não é comércio, é serviço público"

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  15. Marina criticou a postura de Lula sobre as quebras de sigilos na Receita. "O presidente da República vem a público para dizer que as vítimas não têm nenhuma importância e vem em defesa de sua candidata"

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  16. Marina elogiou os trabalhos com as hidrelétricas no governo do qual fazia parte, mas disse que "a lógica ainda era tratar meio ambiente em oposição ao desenvolvimento"

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  17. O secretário da Cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo, assistiu ao debate dos presidenciáveis

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  18. Mônica Serra, mulher do presidenciável tucano, também estava na plateia durante o debate

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  19. Candidato a vice na chapa com José Serra (PSDB), Indio da Costa acompanhou de perto a performance do tucano

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