Eleições 2010

Fale conosco
 
 

Notícias » Eleições » Eleições 2010 » Eleições 2010

 Serra delega ataques contra quebra de sigilo fiscal ao PSDB
07 de setembro de 2010 20h33 atualizado às 22h25

Marcela Rocha
Direto de São Paulo

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, evitou nesta terça-feira (7) fazer novos ataques aos adversários em relação às quebras de sigilo de sua filha, Veronica Serra. Questionado por jornalistas sobre a descoberta de uma segunda ocorrência do crime, desta vez feita na Receita Federal de Mauá, no Grande ABC paulista, o tucano preferiu delegar a seu partido críticas sobre o ocorrido e sobre a sigla oponente.

A mudança reflete a avaliação dos estrategistas tucanos de que a campanha não pode ficar monotemática, ou seja, centrada apenas na quebra do sigilo da filha dele. "Tenho falado todos os dias, há uma semana, o presidente do partido, Sérgio Guerra, vai continuar tratando disso e a gente volta numa outra hora nesse tema que, com toda certeza, é muito importante", afirmou Serra, durante visita a Expo Cristã nesta terça, em São Paulo.

Segundo tucanos, a questão deve ser tratada como um problema generalizado da gestão Lula, e não como um caso isolado. O presidenciável tucano tem ligado o episódio recente a outros escândalos que marcaram a gestão petista para embasar suas críticas ao aparelhamento do Estado com fins politico-partidários.

Isto não significa, ainda segundo integrantes do PSDB, que o candidato não aborde mais o assunto, mas apenas quando for necessário e de forma a relacionar o tema à desmoralização sistemática das instituições sob o comando do PT.

No programa de televisão desta terça-feira, a campanha Serra não fez, como vinha fazendo, críticas duras aos casos de quebra de sigilo. Manteve, no entanto, os ataques a Dilma. O PSDB foi aos cenários usados pela petista em sua propaganda e mostrou os mesmos locais em situações na verdade contrárias às apresentadas pela candidata de Lula.

Após delegar o assunto ao presidente de sua agremiação, Serra voltou a afirmar que se "trata-se de crime contra a Constituição e de utilização do governo para fins de natureza político-partidária e eleitoral". Sérgio Guerra distribuiu na noite da última segunda-feira (6) uma nota oficial do PSDB sobre o assunto.

Os tucanos comemoram resultados positivos nas últimas pesquisas qualitativas feitas pelo partido em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Acreditam que Serra mostrará sinais de recuperação já na próximo levantamento Datafolha a ser divulgado no próximo sábado.

Carta de Guerra
Na nota, o presidente relaciona a violação de sigilo de Verônica Serra e outros integrantes do partido com o caso do caseiro Francenildo Costa, com a produção de dossiês contra a ex-primeira dama Ruth Cardoso e ao caso dos "aloprados", que também teria como alvo o candidato tucano José Serra.

Ainda segundo a nota assinada por Guerra, as novas acusações apontam para "a existência de um esquema de vazamento e manipulação de dados sigilosos", que envolveria, segundo o presidente tucano, a agência da Receita de Mauá, na região do ABC de São Paulo.

Terra Magazine