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 Geraldo Alckmin: "onde tem rolo, tem alguém do PT"
07 de setembro de 2010 13h30 atualizado às 17h06

Alckmin visitou o Mercado Municipal da Penha, na zona leste de São Paulo. Foto: Cris Castelo Branco/Divulgação

Alckmin visitou o Mercado Municipal da Penha, na zona leste de São Paulo
Foto: Cris Castelo Branco/Divulgação

Priscila Tieppo
Direto de São Paulo

Durante visita ao Mercado Municipal da Penha, na zona leste de São Paulo, o candidato ao governo Geraldo Alckmin (PSDB) voltou a falar sobre as quebras de sigilos fiscais. Quando questionado sobre se há aparelhamento da Receita Federal, o tucano disse: "o que é estranho em tudo isso é que aonde você vai verificando encontra alguém do PT. Na política, o que a gente está vendo é que, onde tem rolo, tem alguém do PT. É preciso apurar com seriedade".

O candidato também cobrou explicações do governo federal sobre esse assunto. "Isso é um crime e a injustiça que é cometida contra uma pessoa, e nesse caso são várias, é uma ameaça à sociedade. Isso precisa ser tratado com a gravidade que realmente tem, e nesse sentido, o governo federal deve explicações".

Alckmin referia-se aos sigilos de tucanos e da filha do presidenciável José Serra (PSDB), Verônica, que teriam sido acessados a pedido de petistas. Informações confidenciais deste tipo só podem ser consultadas sob ordem judicial.

Nesta terça-feira (7), Alckmin percorreu todo o mercado cumprimentando eleitores e acompanhado do candidato ao Senado em São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), do candidato a deputado federal José Aníbal (PSDB) e do secretário da Cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo. Na caminhada, Alckmin comeu pastel, tomou coca-cola e café. Em seguida, o tucano foi a um bar localizado em frente ao Mercado, onde tomou mais um café e acenou para motoristas de ônibus e lotações que passavam pela avenida Gabriela Mistral, na Penha.

Candidato ao Senado
Com a renúncia da candidatura de Orestes Quércia ao Senado por São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira é o único candidato ao posto na coligação tucana. Sendo assim, ele pretende utilizar o tempo que era de Quércia, cinco minutos, para "explicar ao público o que faz um senador".

"A renúncia de Quércia é um tema que eu vou abordar, mas de uma forma discreta, porque é uma questão de doença de um amigo muito querido. Mas o programa vai continuar do mesmo jeito", afirmou o candidato sobre seu programa eleitoral, que já teve o acréscimo de cinco minutos desde a última segunda-feira (6).

Quércia desistiu da campanha ao Senado, após ser diagnosticado um câncer na próstrata. O ex-governador de São Paulo permanece internado no hospital Sírio Libanês, na capital paulista, desde a última quinta-feira (2).

Redação Terra