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 No rádio, Serra diz que seu governo não terá quebra de sigilo
07 de setembro de 2010 08h35 atualizado às 08h39

O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, afirmou que em seu governo não haverá quebra de sigilo fiscal, em alusão ao caso em que sua filha, Verônica Serra, teve seus dados acessados de maneira irregular. "No meu governo não vai se quebrar sigilo de ninguém. O meu governo não vai ficar de amores com países que não respeitam a liberdade, a democracia, nem com os que fazem corpo mole ao contrabando de drogas e de crack", disse o tucano durante o horário eleitoral gratuito veiculado no rádio na manhã desta terça-feira (7).

O programa do ex-governador de São Paulo focou a educação e ressaltou as ações de Serra na área, como a ideia de se colocar duas professoras nas classes de primeira série. "Eu achei dez ele ter colocado duas professoras na escola para o meu filho se desenvolver mais rápido", disse uma mãe.

Serra prometeu ainda criar um milhão de novas vagas para o ensino técnico. "Dá pra fazer no Brasil inteiro, tudo adaptado para cada região", afirmou o candidato. "Serra tem a vivência que a Dilma não tem. Serra é o presidente que o Brasil precisa para que a brava gente brasileira conquiste a independência que merece", disse uma das locutoras neste dia em que o Brasil completa 188 de independência.

A inserção de Dilma Rousseff (PT) começou com o Hino Nacional e os personagens falaram sobre o crescimento do País. "Eu devo admitir que, como brasileiro, nunca me senti tão independente", disse Willian. "Mas não é só o senhor não! É todo mundo! E tem mais: nunca tivemos também tanto orgulho de ser brasileiros", respondeu Serapião.

Além disso, o programa petista falou sobre o pré-sal, "uma gigantesca reserva de petróleo descoberta pela Petrobras e que vai tornar o Brasil um dos maiores produtores do mundo". "Podemos erradicar a miséria muito antes do que se imagina. Para isso vamos investir boa parte das riquezas do pré-sal no combate à pobreza", afirmou Dilma.

A ex-ministra da Casa Civil prometeu que irá preservar o respeito e a admiração que o mundo tem hoje pelo Brasil. "Hoje quando eu olho pra trás e vejo como o Brasil mudou é até difícil explicar. (...) Valeu a pena ter vivido tudo o que eu vivi para ver que era possível transformar o Brasil num país melhor. Tenho muito orgulho de ter começado esse trabalho e a maior certeza do mundo de que a Dilma vai dar os passos que ainda faltam para o Brasil se transformar em um país realmente desenvolvido", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Marina Silva, do Partido Verde, contou novamente com o apoio do cantor Caetano Veloso. "Estão querendo impor a você uma espécie de plebiscito, como se o Brasil só tivesse duas opções de candidato, mas isso não é verdade. O meu voto é da Marina, porque eu acredito em suas ideias. Juntos vamos levar a Marina Silva para o segundo turno", disse Caetano.

A candidata verde aproveitou seu espaço para divulgar a Casa de Marina, uma espécie de comitê domiciliar que os simpatizantes de sua candidatura podem criar. "Você pode ajudar nossa campanha de várias maneiras. Uma delas é montando uma Casa de Marina na sua cidade, no seu bairro, em sua comunidade", disse Marina.

Redação Terra