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 MG: Serra cobra apuração de violação fiscal contra Eduardo Jorge
06 de setembro de 2010 19h40 atualizado às 20h14

Juliana Prado
Direto de Belo Horizonte

O presidenciável tucano José Serra cobrou nesta segunda-feira (6), em Minas Gerais, que a Polícia Federal investigue a suspeita de violação de sigilo fiscal de pessoas ligadas a ele, como o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge. Ele rebateu as afirmações do analista da Receita Federal, Gilberto Amarante, filiado ao PT mineiro, que também nesta segunda-feira, negou ter acessado os dados do dirigente tucano na cidade de Formiga, no interior mineiro, onde trabalha.

Amarante chegou a dizer que os acessos aos dados de Eduardo Jorge foram feitos por engano, quando ele procurava informações sobre um "homônimo" do dirigente tucano. Serra, no entanto, afirmou que há "fac-símile" que comprovam que houve o acesso indevido aos dados de Eduardo Jorge.

As provas, disse Serra em visita a Pará de Minas nesta tarde, mostram que Amarante teve participação no caso. Durante encontro político na cidade mineira, o presidenciável voltou a dizer que o PT tem em seu DNA a prática de cometer delitos, "como um motorista embriago", que depois saiu culpando as vítimas.

"A cada dia eles fazem uma coisa para tirar a atenção (para as supostas práticas delituosas). Esta é uma estratégia para enganar as pessoas", acusou Serra. O tucano ainda criticou sua adversária Dilma Rousseff (PT), de quem, segundo ele, "não se sabe o passado".

Expulsão
O PT de Minas admite que, se forem comprovadas as ligações de Gilberto Amarante com qualquer tipo de violação fiscal, ele poderá ser expulso do partido. De acordo com o presidente da sigla no Estado, Reginaldo Lopes, o analista da Receita não tem "vida orgânica" no PT, apesar de ser filiado desde 2001. "Se houve algum excesso, ele será alvo de comissão de ética do partido e poderá ser expulso", admitiu.

Lopes alega que não conhece Amarante e que ele sequer votou no PED, o processo de eleição direta petista, que elege, a cada dois anos, os integrantes dos diretórios municipal, estadual e nacional do partido. O atual presidente do PT na cidade de Arcos, Ideraldo José Raquel, fez coro com o dirigente estadual e disse que não conhece Amarante.

Ele também afirmou que o processo de expulsão pode ser aberto se for comprovada alguma irregularidade. No entanto, jogou a responsabilidade da apuração do caso para a Polícia Federal. "Até agora ele é apenas suspeito, não foi condenado. É preciso ficar claro também que é apenas um filiado e não tem qualquer atuação, sendo um militante ausente".

Em entrevista à imprensa, Gilberto Amarante disse que ingressou no PT a convite de um ex-presidente do partido em Arcos. Ele confirmou que é filiado desde 2001, mas que não tem envolvimento nas atividades partidárias.

Especial para Terra