- João Pequeno
- Direto do Rio de Janeiro
Durante evento em que recebeu apoio de taxistas nesta segunda-feira (6), o governador do Rio de Janeiro e candidato à reeleição pelo PMDB, Sérgio Cabral, pediu votos para o candidato a senador de seu partido, Jorge Picciani. No entanto, ele não fez o mesmo para o outro postulante ao Senado de sua coligação, Lindberg Farias (PT), como costuma fazer em seus comícios.
"Nós precisamos eleger para o Senado nosso companheiro Jorge Picciani", pediu a uma plateia com mais de 500 pessoas no Clube dos Magnatas, no bairro do Rocha, na Zona Norte, em encontro promovido pela Associação Brasileira de Taxistas.
Em 2003, Jorge Picciani sucedeu na presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) o próprio Cabral, que, no ano anterior, se elegera senador. O governador apontou o colega de partido como seu aliado na assembleia para aprovar mudanças como a votação aberta. Picciani também recebeu apoio do candidato a deputado federal Carlos Alberto Lopes, responsável pela Operação Lei Seca, implantada em março de 2009 e que aumentou em 30% o faturamento dos taxistas cariocas.
Aparecendo com maioria absoluta das intenções de voto desde o início da campanha, Sérgio Cabral vem permanentemente pedindo votos, em seus eventos abertos, para Picciani e Lindberg que só agora conseguem se aproximar dos líderes na corrida pelas duas vagas ao Senado, Marcelo Crivella, que tenta a reeleição pelo PRB, e Cesar Maia, candidato do DEM.
É o petista, porém, quem aparece tecnicamente empatado com Cesar Maia, somando 28% contra 30% do ex-prefeito do Rio, dentro da margem de erro de três pontos da pesquisa do Ibope, registrada em 28 de agosto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número 27.627/2010, e realizada entre 28 de agosto e 3 de setembro. Crivella segue na ponta com 34% e Picciani vem em quarto, com 22%.
O governador deixou o evento sem responder por que pediu votos somente para Picciani. Até o ano passado, ele era atacado por Lindberg, que pretendia se candidatar ao governo. "Aqui no Rio, o PT tem que lançar uma candidatura que defenda os interesses do povo trabalhador, que tem sofrido com as políticas elitistas do governo Cabral", afirmou o então prefeito de Nova Iguaçu em 2009. Após a direção nacional do PT bater o martelo pelo apoio a Cabral no Rio a fim de manter a coligação nacional, ele e Lindberg passaram a se elogiar mutuamente.
A assessoria informou, por meio de nota, que: "o governador e candidato à reeleição Sérgio Cabral reafirma seu total apoio aos dois candidatos ao Senado de sua coligação, Jorge Picciani e Lindberg Farias. Cabral, inclusive, gravou depoimentos para os programas eleitorais de ambos."
- Especial para Terra




