José Serra, candidato do PSDB à presidência da República, particpou de sabatina promovida pelo jornal O Estado de S.Paulo nesta segunda-feira (6)
Foto: Fernando Borges/Terra
Em sabatina realizada pelo jornal O Estado de S.Paulo na manhã desta segunda-feira (6), o candidato do PSBD à presidência da República, José Serra, não admitiu que a quebra de sigilo fiscal de sua filha, Verônica Serra, possa levar a eleição para o segundo turno. "A questão não está posta desse jeito. O que houve foi um crime. É um crime a quebra de sigilo como é um crime a invasão da vida pessoal de qualquer cidadão", afirmou Serra.
O candidato lembrou ainda o escândalo dos aloprados, em 2006, responsabilizando o petista Aloizio Mercadante. "Ele foi quem montou toda a operação", afirmou Serra, que disse não acreditar que a ação tenha levado a disputa para o segundo turno. "Em São Paulo os resultados foram indiferentes".
"Não acho que o principal aspecto dessa questão seja eleitoral, ao contrário do que muitos setores da imprensa têm considerado. Eu acho que é de outra natureza, tem a ver com a democracia. Tem a ver com os direitos individuais, tem a ver com o estilo e as características de atuação do PT que é um partido que convive com a democracia, mas não convive bem, convive com desconforto, porque no fundo da alma e, às vezes até na superfície, não são democratas", afirmou Serra.
Questionado sobre o que faltaria o governo fazer em relação ao caso, o tucano foi categórico. "Falta tudo. A Receita tem feito uma operação abafa. Eles sabiam que a procuração, que havia servido para retirar os dados sigilosos da minha filha, no caso, era falsa. Ganharam um tempo antes de admitir isso", apontou.
- Redação Terra














