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 Serra não admite que caso Verônica possa provocar 2º turno
06 de setembro de 2010 11h02 atualizado às 15h04

José Serra, candidato do PSDB à presidência da República, particpou de sabatina promovida pelo jornal  O Estado de S.Paulo  nesta segunda-feira (6). Foto: Fernando Borges/Terra

José Serra, candidato do PSDB à presidência da República, particpou de sabatina promovida pelo jornal O Estado de S.Paulo nesta segunda-feira (6)
Foto: Fernando Borges/Terra

Em sabatina realizada pelo jornal O Estado de S.Paulo na manhã desta segunda-feira (6), o candidato do PSBD à presidência da República, José Serra, não admitiu que a quebra de sigilo fiscal de sua filha, Verônica Serra, possa levar a eleição para o segundo turno. "A questão não está posta desse jeito. O que houve foi um crime. É um crime a quebra de sigilo como é um crime a invasão da vida pessoal de qualquer cidadão", afirmou Serra.

O candidato lembrou ainda o escândalo dos aloprados, em 2006, responsabilizando o petista Aloizio Mercadante. "Ele foi quem montou toda a operação", afirmou Serra, que disse não acreditar que a ação tenha levado a disputa para o segundo turno. "Em São Paulo os resultados foram indiferentes".

"Não acho que o principal aspecto dessa questão seja eleitoral, ao contrário do que muitos setores da imprensa têm considerado. Eu acho que é de outra natureza, tem a ver com a democracia. Tem a ver com os direitos individuais, tem a ver com o estilo e as características de atuação do PT que é um partido que convive com a democracia, mas não convive bem, convive com desconforto, porque no fundo da alma e, às vezes até na superfície, não são democratas", afirmou Serra.

Questionado sobre o que faltaria o governo fazer em relação ao caso, o tucano foi categórico. "Falta tudo. A Receita tem feito uma operação abafa. Eles sabiam que a procuração, que havia servido para retirar os dados sigilosos da minha filha, no caso, era falsa. Ganharam um tempo antes de admitir isso", apontou.

Redação Terra
  1. José Serra, candidato do PSDB à presidência da República, particpou de sabatina promovida pelo jornal O Estado de S.Paulo nesta segunda-feira (6)

    Foto: Fernando Borges/Terra

  2. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), acompanhou a entrevista com o candidato José Serra

    Foto: Fernando Borges/Terra

  3. Durante a sabatina, Serra afirmou que o PSDB sempre foi "cavalheiro" na oposição

    Foto: Fernando Borges/Terra

  4. O rabino Henry Sobel também esteve presente na sabatina de José Serra

    Foto: Fernando Borges/Terra

  5. Serra afirmou que o PT, partido de sua principal adversária, Dilma Rousseff, "bota para fazer política externa gente com poucos neurônios"

    Foto: Fernando Borges/Terra

  6. O tucano comparou a propaganda do PT ao desenho Fantasia, de Walt Disney. "Eles (PT) têm elefantes dançando a dança das horas a todo o momento e ninguém fala nada", disse Serra

    Foto: Fernando Borges/Terra

  7. A sabatina durou quase duas horas; durante a entrevista o tucano afirmou que o Brasil está a caminho da desindustrialização

    Foto: Fernando Borges/Terra

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