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 Plínio: PT se desviou ideologicamente e a moral veio em seguida
04 de setembro de 2010 16h54 atualizado às 19h47

O candidato do Psol à presidência, Plínio de Arruda Sampaio, realizou campanha neste sábado (4) em Campinas, São Paulo. Foto: Marina Gama/Redação Terra

O candidato do Psol à presidência, Plínio de Arruda Sampaio, realizou campanha neste sábado (4) em Campinas, São Paulo
Foto: Marina Gama/Redação Terra

Marina Gama
Direto de Campinas

O candidato à presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio (Psol), não quis comentar as acusações que seu adversário, José Serra (PSDB), fez ao PT e à candidata Dilma Rousseff (PT) sobre a relação que haveria entre eles e as violações de sigilos na Receita, mas lamentou a diminuição da discussão de propostas por conta do escândalo. "Não tenho nenhuma informação sobre isso. Apenas lamento que quando a política vira um 'vale tudo' prejudica o debate político, o que interessa é a educação, a saúde", disse neste sábado (4), durante corpo a corpo no centro de Campinas, no interior de São Paulo.

Questionado se um dos motivos que levou sua saída do PT está relacionado com algum caso de corrupção que tenha conhecimento, Plínio negou que soubesse de qualquer ato ilícito e apontou a questão ideológica como motivo. O candidato, entretanto, não deixou de criticar seu antigo partido, ao dizer que a moral estava corrompida. "Eu sai do PT porque o PT se desviou ideologicamente e eu até calculava: se desviou ideologicamente, a moral vem em seguida, como veio".

Durante a caminhada pelas ruas do centro da cidade, Plínio parava para cumprimentar eleitores e pedir voto. O candidato ao governo de São Paulo, Paulo Búfalo, não pode aguardar a chegada de Plínio e pediu à militância presente que caminhasse junto com o presidenciável, fazendo campanha e "remando contra a maré".

Debate e Pesquisa
Plínio disse estar preparado e confiante para os próximos debates. Segundo o socialista é o momento que tem para discutir propostas sem máscaras. "Estou confiando muito porque o debate é a hora da verdade. É a hora que o candidato não tem nenhum marqueteiro para maquiar a cara dele. Ele tem que falar o que é e o que não é. E nessa hora nós vamos obrigá-los a dizer de fato que interesse eles defendem nesta eleição", afirmou.

Questionado se pretendia roubar a cena no debate da próxima quarta-feira (8), promovido pela TV Gazeta/Estadão , ele negou que costuma fazer isso. "Eu não tomo a cena. Eu digo o que acho o que deve ser dito. Como o que eu digo é muito diferente do que os outros dizem, então parece um jogo cênico, mas não tem nada de cênico", declarou.

Na última pesquisa Ibope, publicada neste sábado, Plínio continua não pontuando, mas acredita que fazendo campanha nas ruas e participando de todos os debates pode surpreender. "Pesquisa é um negócio que está sempre correto quando a gente está por cima, e sempre errada quando está por baixo. Eu, se fosse técnico de futebol, já estava fora, porque eu não consigo pontuar. Mas eu vou pontuar no fim", disse.

Dilma
A ausência da candidata Dilma Rousseff (PT) no debate da próxima quarta foi motivo de crítica de Plínio. Segundo o socialista, trata-se da "arrogância de quem acha que ganhou" as eleições. E criticou a petista: "o comparecimento ao debate devia ser obrigação do candidato porque o povo tem o direito de saber o que ele pensa. Não pode ficar só naquilo que é maquiado pela sua propaganda".

Redação Terra
  1. O candidato do Psol à presidência, Plínio de Arruda Sampaio, realizou campanha neste sábado (4) em Campinas, São Paulo

    Foto: Marina Gama/Redação Terra

  2. A eleitora Ana Barros, petista roxa, quis cumprimentar Plínio e dizer que o admira. Plínio cochichou no ouvido da eleitora: "no primeiro turno você vota em mim, no segundo, vota neles"

    Foto: Marina Gama/Redação Terra

  3. Durante a caminhada pelas ruas do centro de Campinas (SP), Plínio parava para cumprimentar eleitores, pedir voto e se esconder do sol quente

    Foto: Marina Gama/Redação Terra

  4. Plínio agradeceu à militância por acompanhá-lo na caminhada. "Isso que precisamos fazer para a gente conseguir vencer essa luta de silêncio em cima de nós"

    Foto: Marina Gama/Redação Terra

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