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 BA: prefeitos do DEM e PMDB se aliam a Jaques Wagner
04 de setembro de 2010 10h40 atualizado às 10h41

De olho nas facilidades que o alinhamento com os governos estadual e federal implica na administração dos municípios, prefeitos do PMDB e DEM - cujos candidatos ao governo são Geddel Vieira Lima e Paulo Souto, respectivamente - começaram a declarar publicamente o apoio à reeleição de Jaques Wagner (PT) no último mês. As decisões baseiam-se na presunção de que o governador teria vitória em primeiro turno, como apontam as últimas pesquisas de institutos como Vox Populi/A Tarde e Datafolha.

Prefeitos dos municípios de São Gonçalo dos Campos (PMDB), Jacobina (DEM), Marcionílio Souza (PMDB) e outro peemedebista que preferiu não ser identificado afirmaram para A Tarde que apoiam Wagner, embora o PMDB reconheça somente o caso da prefeita de Governador Mangabeira, Domingas da Paixão, com a qual a reportagem não conseguiu conversar.

Carinho
Prefeito de São Gonçalo dos Campos, Antônio Dessa (PMDB), o Furão, que acusa o tio do candidato Geddel Vieira Lima, Fernando Vieira Lima, de ter invadido sua casa acompanhado de três pessoas em busca de material de campanha de Wagner, agredindo-o verbalmente, disse que apoia o governador desde 2007 e que foi Geddel quem rompeu a aliança.

Ele deu queixa na polícia e aguarda investigação. Furão conta que só conseguiu recapear estradas e expandir rede da Embasa no município depois que o PMDB saiu do governo. "O PMDB tinha quatro secretarias, e eu nunca consegui nenhuma obra para meu município", acusa, ao justificar a debandada.

A prefeita do município de Jacobina, Valdice Castro (DEM), é pragmática em sua decisão de apoiar Wagner. Segundo ela, que contabiliza um débito acumulado de outras gestões no valor de R$ 21 milhões, "há um carinho maior com os prefeitos quando há alinhamento". O governador, diz ela, tem boa intenção de governar para todos, "mas não se vê isso no secretariado quando a gente precisa", afirma.

Dois prefeitos, o do município de Marcionílio Souza, Edson Brito (PMDB), e outro que preferiu não ser identificado, temendo penalidade do PMDB, afirmaram que estão com Wagner em razão do candidato a vice-governador da chapa petista, Otto Alencar. "Eu mesmo vou votar em Wagner porque Otto é meu amigo. Senão, não ia", disse Brito para a reportagem.

Otto Alencar, por sua vez, acredita ter arregimentado 100 prefeitos para Wagner. Ele atribui isso à relação que manteve com suas bases, mesmo distante da política.

Agência A Tarde