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 Na TV, Alckmin compara quebra de sigilo com caso "aloprados"
03 de setembro de 2010 21h51

Ao final do programa eleitoral desta sexta-feira (3), o candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, comparou o caso da quebra do sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do presidenciável José Serra, com o escândalo dos "aloprados", ocorrido nas últimas eleições presidenciais. "Em 2006, você deve se lembrar, nossos adversários tentaram fazer uma armação contra a minha candidatura e a candidatura do Serra. Aloprados foram presos com dinheiro de origem desconhecida que serviria para comparar falsos documentos contra mim e contra o Serra", lembrou o candidato. "Eles vem com a mesma tática, violaram até o imposto de renda da filha do nosso candidato a presidente. Não é assim que se faz uma campanha limpa", afirmou.

No restante do programa, Alckmin voltou a abordar temas relacionados à educação pública, prometendo colocar dois professores em sala de aula e investir no ensino integral. Para alfinetar o adversário petista, Aloizio Mercadante, o programa mostrou que o ensino público de São Paulo fornece boletins escolares aos pais dos alunos, ao contrário das afirmações exibidas no horário de televisão do PT. "Eu recebo o boletim, assino e levo pra casa", disse a mãe de um aluno, enquanto mostrava o boletim para a câmera.

Outro ataque da campanha tucana ao candidato do PT foi durante os últimos segundos do programa, quando a presença de Mercadante foi questionada mais uma vez na Comissão de Assuntos Econômicos para o Estado de São Paulo, no debate de novos recursos para o Metrô do Estado.

Mercadante O candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Aloizio Mercadante, usou o seu tempo na TV para mostrar ações que realizou como senador. O programa do petista citou obras como tratamento de esgoto em Guarulhos, construções de pontes em São Carlos e casas do programa Minha Casa Minha Vida na capital, grande São Paulo e interior como fruto da gestão de Mercadante no Senado. "Se Mercadante fez tanto por São Paulo como senador, imagine o que pode fazer daqui para frente como governador", disse a narração.

O petista prometeu acabar com a progressão continuada, levar obras do PAC para o Estado e investir R$2 milhões na linha 2 do metrô de São Paulo, além da urbanização de favelas e a criação da Universidade Federal de Guarulhos. "O que estou propondo é uma mudança segura. O que está ruim, vai mudar. O que está bom, ampliamos". O candidato do PT novamente atacou o governo PSDB. "São Paulo é tão grandioso, é tão importante, que tem que ser governado como país. E não fazer coisas só para poucos, como vem acontecendo nesses 16 anos de PSDB no país. Nós vamos fazer o coração de São Paulo bater no mesmo ritmo que o coração do Brasil". A presidenciável Dilma Rousseff (PT) e o presidente Lula só apareceram no programa eleitoral de Mercadante no fim, mostrando o apoio ao candidato e pedindo o voto para o PT.

Redação Terra