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 Após críticas, Alckmin diz que Mercadante não conhece SP
03 de setembro de 2010 19h59 atualizado em 05 de setembro de 2010 às 23h16

Candidato ao governo de São Paulo, Alckmin faz caminhada em São Caetano do Sul. Foto: Tiago Dias/Terra

Candidato ao governo de São Paulo, Alckmin faz caminhada em São Caetano do Sul
Foto: Tiago Dias/Terra

Tiago Dias
Direto de São Caetano do Sul

O candidato ao governo de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) respondeu, nesta sexta-feira (3), às críticas feitas no programa eleitoral de seu adversário, o petista Aloizio Mercadante, sobre o metrô no Estado. "Ele (Mercadante) não conhece São Paulo", afirmou o candidato durante caminhada em São Caetano do Sul, na região do ABC Paulista.

No programa veiculado na tarde desta sexta, foi perguntado para pessoas na rua quantos quilômetros de Metrô Alckmin construiu durante sua gestão, entre 2002 e 2006. Após as pessoas chutarem a resposta, o narrador é categórico: "apenas 2 km".

"Nós entregamos a Linha 5 do Metrô, só aí são quase 9 km. A Linha 4 do Metrô também, são 11 estações, são 12,8 km", afirmou o tucano, para depois admitir que há apenas duas estações da linha funcionando até agora. "Tem duas estações abertas, mais duas estações que abrem até o fim do ano e o restante ano que vem", disse.

Alckmin aproveitou o tema para criticar o governo federal e a atuação de Mercadante no Senado. "Tudo isso (a construção de novas linhas de metrô) foi realizado sem nenhum centavo do governo federal. Eles só colocaram dinheiro no metrô de Fortaleza, que não funciona. Pior ainda, ele (Mercadante), que é senador por São Paulo, não votou os financiamentos para o governo do Estado", afirmou.

Citando mais uma vez a violação dos dados fiscais da filha de José Serra, Verônica, o candidato pediu atenção da justiça na reta final da campanha estadual. "Estamos zen, mas é importante que tenha, por parte da mídia e por parte da justiça, uma enorme atenção, porque o que a gente viu nessa questão da violação dos sigilos é algo muito grave", disse.

Caminhada
Alckmin foi bastante assediado pela população. Entre beijos, abraços e fotos, uma senhora gritou no meio da aglomeração: "o melhor prefeito de São Paulo!". Alckmin, na verdade, foi apenas governador do Estado. O candidato ao Senado, Aloysio Nunes, foi sabatinado por duas mulheres preocupadas com a saúde do parceiro na chapa tucana Orestes Quércia (PMDB), internado desde quinta-feira (02): "mas ele está bem? Eu chorei quando fiquei sabendo que ele estava internado".

Serra mais uma vez não foi citado pelos candidatos, nem em jingles e nem pelos locutores que narravam, dentro de um carro de som, a saga de Alckmin pelo centro da cidade. Após experimentar um espetinho de carne da rua e tomar um café, Alckmin bradou: "acho que vamos ganhar em toda a região". E o Serra? Alckmin afirma com a cabeça: "também, também".

Redação Terra