- Claudia Andrade
- Direto de Brasília
A candidata do PV à presidência da República, Marina Silva, afirmou nesta sexta-feira (3), que seu partido está investigando o possível envolvimento de um filiado no episódio da suposta quebra de sigilo de pessoas ligadas ao PSDB e ao presidenciável tucano José Serra.
Ademir Estevam Cabral foi apontado pelo contador Antonio Atella como a pessoa que teria contratado seus serviços para entregar e buscar na Receita Federal as cópias das declarações de imposto de renda da filha de Serra, Verônica Serra. A candidata do PV classificou a denúncia de "lamentável".
"Gostaria de falar primeiramente sobre o episódio lamentável de um militante do PV que, segundo denúncias da imprensa, estaria envolvido nesse episódio (da quebra de sigilo). A direção do partido já está investigando, determinando uma comissão de sindicância e ética para, se tiver qualquer envolvimento ilícito seja expulso".
Segundo Marina Silva, trata-se de uma pessoa "periférica dentro do partido". "Mesmo assim, queremos todo o rigor em uma apuração rápida, e punição se houver envolvimento ilícito".
A candidata disse que a filiação ao partido data de 2007 e que a pessoa apontada "nunca teve nenhuma participação partidária". Ela repetiu aos jornalistas que, caso seja comprovado "qualquer envolvimento ilícito", o filiado será expulso: "o PV não compactua com qualquer atividade ilícita, contrária à democracia (...). Não queremos qualquer envolvimento nesse tipo de coisa, queremos debate e transparência, queremos discutir o Brasil".
- Redação Terra




