O candidato ao governo de São Paulo pelo PV, Fábio Feldmann, afirmou na tarde desta sexta-feira (3), em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que considera extremamente grave a quebra de sigilo de Verônica Serra.
O candidato verde afirmou ainda que acha ridícula a tentativa de atribuir ao próprio presidenciável tucano, José Serra, a quebra de sigilo. "O PV não tem nada a ver com esse episódio", afirmou Feldmann. O candidato completou dizendo ainda que o partido já abriu sindicância para investigar quem é a pessoa que entregou a procuração falsa à Receita Federal, possivelmente envolvida com o PV.
Ademir Estevam Cabral foi apontado pelo contador Antonio Atella como a pessoa que teria contratado seus serviços para entregar e buscar na Receita Federal as cópias das declarações de imposto de renda da filha de Serra, Verônica Serra. O office-boy, que está sendo investigado pelo suposto envolvimento com o caso, é filiado ao PV.
Questionado também sobre sua troca de partido, Feldmann, que havia sido fundador do PSDB, esclareceu que saiu em 2005 por questão de opção política. "PSDB e PT são partidos que contribuíram muito para a redemocratização do País, mas que têm uma dificuldade muito grande para se adaptar ao que eu chamo de desafios do século 21. Tenho muito respeito pelo PSDB, mas tenho sérias divergências com a agenda política do PSDB", explicou o candidato.
- Redação Terra




