- Claudia Andrade
- Direto de Brasília
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, descartou nesta quinta-feira (2) exonerar o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, por conta da suspeita de quebra de sigilo de pessoas ligadas ao PSDB. "Não estou cogitando fazer isso", limitou-se a responder aos jornalistas.
Cartaxo é um dos citados na representação protocolada ontem pela coligação "O Brasil Pode Mais", do presidenciável José Serra (PSDB) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No documento, a coligação afirma que "ao invés de providenciar o mais pronto esclarecimento da verdade", o secretário teria deixado de agir para agilizar as investigações sobre as denúncias.
O caso veio à tona a partir da informação de que dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, foram violados. E ganhou fôlego com o suposto vazamento de dados de Verônica Serra, filha de José Serra.
Ao ler um comunicado à imprensa nesta quarta (1), Cartaxo confirmou que a delegacia da Receita de Santo André (SP), entregou, em setembro do ano passado, cópia das declarações de imposto de renda de Verônica Serra referente aos exercícios de 2007 a 2009. A entrega foi feita com base em uma procuração em nome de Antônio Carlos Antella Ferreira, "sem sinal de fraude ou adulteração".
Contudo, a Receita viu indícios de falsificação no documento e o encaminhou ao Ministério Público Federal. Depois de dizer que "a mídia já noticia que a senhora Verônica não reconhece a assinatura e o cartório não confirma o reconhecimento da firma da contribuinte", o secretário afirmou que "diante desses fatos, aconteceu a falsificação de documento público federal".
Em reportagem publicada nesta quinta, o jornal O Estado de S.Paulo afirma que houve tentativa da Receita Federal de abafar a quebra de sigilo. Segundo a publicação, o objetivo seria evitar impacto político na campanha da petista Dilma Rousseff.
- Redação Terra




