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 Serra ataca Dilma e relembra quebra de sigilo de Francenildo
01 de setembro de 2010 23h31 atualizado em 02 de setembro de 2010 às 03h06

O candidato do PSDB à presidência, José Serra, participou de encontro com prefeitos de São Paulo. Foto: Fernando Borges/Terra

O candidato do PSDB à presidência, José Serra, participou de encontro com prefeitos de São Paulo
Foto: Fernando Borges/Terra

Marcela Rocha
Direto de São Paulo

No encontro com prefeitos de São Paulo, o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, não poupou ataques à sua adversária petista, Dilma Rousseff, nem a sua legenda. Em um discurso de quase 40 minutos, o tucano acusou o PT de coordenar uma máquina partidária que "persegue e viola os direitos fundamentais", em referência à quebra do sigilo fiscal de sua filha Verônia e de mais quatro tucanos. Ainda nesta ceara, Antônio Palocci, importante membro da coordenação da campanha petista, foi alvo indireto do candidato:

- Quando se viola o sigilo de um caseiro, viola-se a Constituição... quando se viola o sigilo fiscal de uma filha nossa, está se violando, acima de tudo, a Constituição; quando se viola o sigilo de correspondências de adversários, viola-se a Constituição... o Francenildo são vocês, o Francenildo somos nós, somos todos nós!

O Supremo Tribunal Federal (STF) absolveu em agosto do ano passado o ex-ministro da Fazenda e atual deputado federal Antonio Palocci (PT-SP), com quem Serra mantém boa relação, da acusação de que teria quebrado o sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa. Em seu discurso, nesta quarta-feira (1º), o tucano disse que exige respeito "aos Francenildos, às Marias, aos Josés e às Anas". E arrematou: "eu fico abismado com o fato de que ninguém do governo, do PT, ou da campanha da candidata do PT, deu-se ao trabalho de pelo menos fingir que acha a situação grave e simular uma indignação".

Para o tucano, os sigilos foram quebrados "evidentemente à serviço de um grupo político partidário e eleitoral". "Como acham que podem tudo, acreditam também que podem violar as leis do País", completou.

"Esse governo colheu o que os outros plantaram. Talvez estejamos assistindo a mais escancarada exibição de falta caráter da qual se tem notícia na história política brasileira. A ingratidão é um defeito de caráter", atacou o tucano. O candidato definiu o que, para ele, é o PT: um partido que tenta destruir os que o antecederam no governo enquanto governam sobre as bases construídas por quem, com muito esforço e suor, antes governou. Destruiu o que os outros fizeram, aproveitando o que eles fizeram", respondeu.

Num pronunciamento feito para cerca de 353 prefeitos de São Paulo, Serra aproveitou para inflamar a plateia com ataques à campanha petista: "os adversários optaram pelo caminho da sordidez. Gente que sabota a ordem democrática, que se move na sombra para manchar biografias".

A adversária Dilma, restaram as críticas costumeiras. "Eu não preciso que tentem me vender como se eu fosse um sabonete ou um iogurte. Não preciso de marqueteiro para mudar a minha cara, o meu pensamento e a minha trajetória de vida".

Terra Magazine
  1. O candidato do PSDB à presidência, José Serra, participou de encontro com prefeitos de São Paulo

    Foto: Fernando Borges/Terra

  2. Ao lado de Serra, Geraldo Alckmin falou para cerca de 2 mil pessoas no Credicard Hall, na zona sul de São Paulo

    Foto: Fernando Borges/Terra

  3. O evento reuniu cerca de 2 mil pessoas. Segundo a organização, 350 deles eram prefeitos

    Foto: Fernando Borges/Terra

  4. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), deixou a modéstia de lado e afirmou que tem desempenhado muito bem sua função

    Foto: Fernando Borges/Terra

  5. Durante seu discurso, o governador de São Paulo, Alberto Goldman, disse que o presidente Lula usa a pobreza para se manter no poder

    Foto: Fernando Borges/Terra

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