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 Alckmin diz que sociedade brasileira vive período de ameaça
01 de setembro de 2010 22h34 atualizado em 02 de setembro de 2010 às 03h07

Ao lado de Serra, Geraldo Alckmin falou para cerca de 2 mil pessoas no Credicard Hall, na zona sul de São Paulo. Foto: Fernando Borges/Terra

Ao lado de Serra, Geraldo Alckmin falou para cerca de 2 mil pessoas no Credicard Hall, na zona sul de São Paulo
Foto: Fernando Borges/Terra

Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou na noite desta quarta-feira (1), que a quebra do sigilo fiscal da filha de José Serra, Verônica Allende Serra, é uma ameaça a toda a sociedade brasileira. "Trata-se da violação da Constituição, da violação do sigilo, que pode atingir qualquer brasileiro. Tudo isso para ganhar a eleição. Os fins não justificam os meios. A lei é para todos", afirmou.

Alckmin participou ao lado do candidato a presidente José Serra (PSDB) do Grande Encontro de Prefeitos da coligação Unidos por São Paulo e pelo Brasil. Com um discurso inflamado, ele enumerou críticas ao governo Lula.

"Como pode o País que trabalha para os pobres, ter a maior taxa de juros do mundo? Quem vai baixar os juros é o Serra. A cocaína entra porque não tem fiscalização. O Serra vai criar o Ministério da Segurança. Precisamos de um homem público com caráter e compromisso com a democracia. É o Serra", disse.

Alckmin pediu calma aos correligionários de Serra e lembrou que a eleição só começa a se resolver depois da "parada de 7 de setembro". "É só aí que o cidadão vai procurar o título de eleitor. Nessa época (em 2006) eu tinha 23% das intenções de voto para a presidência. Quando abriu a urna, eu tinha 43%", afirmou.

O candidato do PSDB ao Senado por São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira, fez um discurso na mesma linha. "Queremos um governo que respeite a lei e a autonomia das pessoas, que não tenha a pretensão de ser pai e mãe dos brasileiros. Porque não somos crianças. Nós queremos governo que construa infra-estrutura e um presidente para liderar a nação", afirmou.

Sobre a eleição em São Paulo, em uma única frase, ele atacou os três principais concorrentes de Alckmin: Aloizio Mercadante (PT), Celso Russomanno (PP) e Paulo Skaf (PSB). "O petismo, o malufismo e o socialismo de burgueses estão todos unidos contra Geraldo Alckmin. Suem a camisa. Eu garanto a vocês que nós vamos mudar o Brasil. O governo de hoje aperta a garganta dos prefeitos para distribuir as receitas", disse.

Redação Terra
  1. O candidato do PSDB à presidência, José Serra, participou de encontro com prefeitos de São Paulo

    Foto: Fernando Borges/Terra

  2. Ao lado de Serra, Geraldo Alckmin falou para cerca de 2 mil pessoas no Credicard Hall, na zona sul de São Paulo

    Foto: Fernando Borges/Terra

  3. O evento reuniu cerca de 2 mil pessoas. Segundo a organização, 350 deles eram prefeitos

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  4. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), deixou a modéstia de lado e afirmou que tem desempenhado muito bem sua função

    Foto: Fernando Borges/Terra

  5. Durante seu discurso, o governador de São Paulo, Alberto Goldman, disse que o presidente Lula usa a pobreza para se manter no poder

    Foto: Fernando Borges/Terra

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