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 Tabelião aponta 4 provas de que procuração de Verônica é falsa
01 de setembro de 2010 17h52 atualizado às 22h05

Segundo o tabelião, o selo de reconhecimento de firma não é autêntico e que o nome do tabelião está grafado errado. Foto: Reprodução

Segundo o tabelião, o selo de reconhecimento de firma não é autêntico e que o nome do tabelião está grafado errado
Foto: Reprodução

Laryssa Borges
Direto de Brasília

O 16º Tabelião de Notas de São Paulo enviou nesta quarta-feira (1) ao vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge, quatro elementos que mostram ser falsa a procuração que justificaria o acesso a dados fiscais sigilosos de Verônica Serra, filha do presidenciável José Serra.

Primeira vítima das violações de informações, Eduardo Jorge apresentou o documento do cartório que lista os elementos da fraude: que a filha do tucano não possui cartão de assinaturas para um eventual reconhecimento de firma da procuração; que o "suposto selo de reconhecimento de firma não é autêntico"; que o nome do tabelião está grafado de forma errada e que o código de segurança não é o mesmo utilizado no sistema informatizado do cartório; além do fato de a assinatura feita no termo de reconhecimento de firma não ser parecida com a assinatura da escrevente do cartório.

"A quadrilha, se existir, é problema da Receita. Eu estou preocupado em saber quem comprou, quem mandou fazer e quem fez chegar (as quebras de sigilo) ao comitê (de Dilma Rousseff)", afirmou Eduardo Jorge, que não quis projetar eventuais efeitos eleitorais das novas descobertas envolvendo informações tributárias de pessoas ligadas ao PSDB.

Na avaliação do tucano, o episódio poderia ser facilmente resolvido se o secretário-geral da Receita, Otacílio Cartaxo, convidasse Verônica Serra para prestar esclarecimentos. "Quando alguém quer apurar faz com pressa. Se o documento foi fraudado, pode ter sido fraudado em setembro data da suposta procuração ou ontem", criticou.

"Acredito que um grupo dentro da campanha do PT vêm se utilizando de métodos ilegais. Serra ficou revoltado com o episódio da filha. O nome da senhora Verônica simplesmente cai de pára-quedas (nas investigações)", completou EJ.

Nesta tarde o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), em nome do partido, apresenta uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que seja investigada e julgada uma eventual participação da coligação de Dilma Rousseff na quebra dos sigilos.

Entenda o caso
O caso veio à tona por meio de uma reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, publicada na noite de terça-feira (31), apontando que documentos da investigação da Corregedoria da Receita Federal revelaram o acesso de dados fiscais da empresária Verônica Serra, filha do presidenciável tucano. O acesso teria sido feito pela funcionária Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, que trabalha na agência da Receita, em Santo André (SP), no dia 30 de setembro de 2009.

Na procuração citada pelo órgão consta a assinatura que seria da filha do candidato tucano feita no dia 29 de setembro de 2009. O portador Antonio Carlos Atella Ferreira teria, segundo a documentação em poder da Receita, reconhecido firma no dia 30 de setembro, no mesmo dia em que retirou as cópias no órgão. Para a Receita , no entanto, a apresentação da procuração descaracteriza a quebra de sigilo.

Nesta quarta-feira (1), o 16º Tabelião de Notas de São Paulo afirmou que "o reconhecimento de firma é falso" na procuração supostamente assinada pela filha do candidato José Serra. Verônica também negou que tenha assinado tal documento.

Redação Terra