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 Mercadante: ressuscitar fantasma dos "aloprados" é desespero
01 de setembro de 2010 16h32 atualizado às 18h17

Em Santos, Aloizio Mercadante falou sobre a tentativa do PSDB de ressucitar escândalo dos aloprados. Foto: Fernando Borges/Terra

Em Santos, Aloizio Mercadante falou sobre a tentativa do PSDB de ressucitar "escândalo dos aloprados"
Foto: Fernando Borges/Terra

Vagner Magalhães
Direto de Santos

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante (PT), afirmou nesta quarta-feira (1), em Santos, no litoral paulista, que a tentativa do PSDB de ressuscitar aquele que ficou conhecido como o "escândalo dos aloprados", na campanha ao Palácio dos Bandeirantes em 2006, é uma tentativa desesperada daqueles que não conseguiram apresentar ao Brasil um projeto que sensibilizasse a população. Mercadante se referiu às entrevistas dadas pelo candidato à presidência da República, José Serra, e pelo seu oponente na disputa paulista, Geraldo Alckmin, ambos do PSDB, na noite da última terça-feira (31) em emissoras paulistas.

Na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes há quatro anos, um grupo de petistas, ligados a Mercadante, se envolveu na tentativa de compra de um dossiê com supostas irregularidades envolvendo a administração tucana no Estado de São Paulo. Na época, os envolvidos no esquema foram chamados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "aloprados".

Em entrevista ao SBT, Serra afirmou que Mercadante aprovou o dossiê. "Quem aprovou tudo aquilo (dossiê dos aloprados) foi o Aloizio Mercadante e não houve uma investigação. Depois, foram presos. Até pegaram R$ 1,7 milhão da mão do chefe da campanha do PT em São Paulo. Mas aí a investigação ficou frouxa", afirmou. "As pessoas que estiveram envolvidas, inclusive, enriqueceram".

Alckmin, por sua vez, afirmou ao Jornal da Gazeta que em seu governo não tem e nem terá aloprados, repetindo o que havia dito no debate promovido pela emissora. "Não foi uma indireta, mas uma direta a Mercadante", afirmou.

Mercadante afirma que não tem dificuldade nenhuma em discutir o assunto. "Já teve uma CPI em que meu nome não foi citado. Na última eleição, quando eles entraram no Tribunal Superior Eleitoral, eles não citaram o meu nome. Entraram contra a campanha presidencial e nem mencionaram o meu nome. O Ministério Público disse que não tinha nenhum indício da minha participação. O Supremo julgou por unanimidade anular e arquivar. Portanto,é uma questão já resolvida do ponto de vista jurídico, no estado de direito democrático. Meu adversário é assim. Quando não tem nenhum argumento, faz qualquer tipo de ataque. Faz parte da vida pública, a gente tem de estar preparado" afirmou.

Nesta quarta-feira, Mercadante cumpriu agenda no litoral paulista. Foi entrevistado pela TV Tribuna sobre projetos para a região, fez uma caminhada, e almoçou em São Vicente> Depois, inaugurou um comitê na cidade de Santos.

Redação Terra
  1. Aloizio Mercadante (PT) realizou um comício em São Vicente (SP) nesta quarta-feira (1) e encontrou com homônimo e sósia do presidente Lula, morador de Peruíbe (SP)

    Foto: Fernando Borges/Terra

  2. O "Lula" de Peruíbe é filiado ao partido há 17 anos e tenta ser deputado federal pelo PT

    Foto: Fernando Borges/Terra

  3. O candidato do PT ao governo distribuiu autográfos para os eleitores presentes

    Foto: Fernando Borges/Terra

  4. O cantor Netinho, candidato ao Senado pelo PT, também esteve presente no comício

    Foto: Fernando Borges/Terra

  5. Mercadante afirma que não tem dificuldade nenhuma em discutir o escândalo dos "aloprados"

    Foto: Fernando Borges/Terra

  6. Netinho de Paula (PCdoB) conversa com eleitores de Santos

    Foto: Fernando Borges/Terra

  7. Mercadante e Netinho falaram aos militantes da Baixada Santista

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