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 Fracassa convocação de Mantega para explicar quebra de sigilo
01 de setembro de 2010 12h37 atualizado às 13h44

Claudia Andrade
Diretor de Brasília

A tentativa da oposição de convocar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para prestar esclarecimentos sobre a quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB fracassou. Por 11 votos contra e oito a favor, o requerimento apresentado pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR) na Comissão de Constituição e Justiça do Senado foi rejeitado.

À denúncia inicial, de que o sigilo do vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge, teria sido violado, seguiram-se outras relacionadas aos quadros tucanos até atingir a filha do presidenciável José Serra, Verônica Serra.

Ao defender a convocação, Dias fez críticas às supostas violações. "Estamos diante da hipótese de um outro crime, de um cenário de falsificações. São marginais da política, politicalha".

A reclamação não surtiu o efeito desejado pelo senador, que teve de se contentar em posicionar-se favoravelmente a um convite ao ministro, como sugerido pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). "Falei com o ministro Mantega e ele está disposto a vir como convidado", disse.

O líder disse que a oposição está "querendo eleitoralizar um fato lamentável que deve ser repudiado por todos". E acrescentou que a oposição deveria "esperar o fim da investigação para ver quem efetivamente vazou (os dados)".

Reportagem do jornal O Estado de São Paulo desta terça (31), aponta que documentos da investigação da Corregedoria da Receita Federal revelam um acesso aos dados fiscais de Verônica Serra no dia 30 de setembro de 2009, que teria sido feito pela funcionária Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, da agência da Receita em Santo André (SP). A Receita Federal diz que tinha uma procuração para acessar os dados sigilosos de Verônica. José Serra nega que a filha tenha autorizado alguém a consultar as informações fiscais.

Redação Terra