- Claudio Leal
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afasta do centro da campanha eleitoral a anunciada violação dos dados fiscais da filha do candidato José Serra (PSDB), a empresária Verônica. "Isso é problema deles. Só quem trata desse assunto de violação de sigilos são os tucanos e a imprensa", afirma Vaccarezza. "Esse assunto fica pro Serra. O Brasil da tristeza, da confusão, fica pros tucanos".
A Receita Federal descobriu que o acesso aos dados fiscais de Verônica ocorreu em 30 setembro de 2009. A servidora Lúcia de Fátima Gonçalves Milan é apontada como autora da violação. Outros membros da cúpula do PSDB tiveram vasculhadas suas declarações, a exemplo de Eduardo Jorge, Luiz Carlos Mendonça de Barros e Ricardo Sérgio de Oliveira.
Em recente coletiva à imprensa, em Salvador (BA), a candidata Dilma Rousseff rechaçou a acusação de Serra contra sua campanha e apontou a existência de "um grande esquema de corrupção" na Receita. O líder do governo prefere debater outros temas. "Vamos discutir o crescimento econômico, a criação de empregos nos últimos anos... É isso que queremos discutir pra campanha de Dilma", minimiza Vaccarezza.




