Na próxima quarta-feira (2), o PSDB pretende realizar uma festa para atrair prefeitos paulistas. O partido quer reunir pelo menos 300 aliados em uma casa de shows, na zona sul de São Paulo. O objetivo é consolidar a candidatura de Geraldo Alckmin ao governo e alavancar a presidencial de José Serra.
Se conseguirem essa marca, terão atraído quase a metade dos dirigentes do Estado, que somam 645 prefeitos. Os candidatos ao Senado que integram a coligação, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) e Orestes Quércia (PMDB), também estarão presentes. "O evento já estava programado. E, hoje, o Geraldo tem uma posição melhor, mas os votos de Geraldo e de Serra são alinhados", afirmou o coordenador da campanha tucana no Estado, o deputado Sidney Beraldo.
Na mais recente pesquisa Ibope, o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, perdia no Estado para Dilma Rousseff por 42% a 35%, enquanto no âmbito nacional a disputa estava 51% para a petista e 27% para o tucano.
Já na disputa pelo governo do Estado, Alckmin aparece com 47% das intenções de voto, seguido por Aloízio Mercadante (PT), com 23%. Segundo Sidney Beraldo, a coligação em torno de Alckmin - formada por PSDB, PMDB, DEM, PPS, PSC, PMN, PHS - conta com 386 municípios paulistas.
Como o PMDB apoia Dilma no cenário nacional, não há certeza de que todos os 69 prefeitos peemedebistas compareçam ao evento. Em contrapartida, o PTB, que está coligado apenas nacionalmente ao PSDB, comanda 72 cidades e deve contar com representantes na festa.
Para o coordenador da campanha do PSDB, assegurar a liderança dos tucanos no Estado é um dos pontos essenciais para conseguir levar a disputa presidencial ao segundo turno.
São Paulo e Minas Gerais - outro Estado com forte presença do PSDB - contam com cerca de 34% do eleitorado brasileiro. Por esse motivo, há importância nas lideranças municipais. "O prefeito é o principal agente político no município. Ele tem força, fez campanha, se elegeu, atua na sociedade e conhece a cidade", explicou.
Ele acredita que mais cinco ou seis pontos percentuais são suficientes para colocar José Serra ao segundo turno. Para isso, o PSDB vai priorizar as regiões sul, sudeste e centro-oeste do País, principalmente os estados de Goiás, Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul, além de São Paulo e Minas Gerais - regiões onde se concentra o maior potencial de eleitores tucanos, na opinião do deputado.

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